O dinheiro grosso por trás das manifestações da direita

fascismo

Grupos que organizam protestos contra a presidente Dilma Rousseff atingem profissionalização

Em alguns casos, há projetos de transformar os movimentos em associações para facilitar a arrecadação de fundos. No ato do dia 12 de abril, o investimento em infraestrutura deve superar o que foi feito em março.

Por Leopoldo Rosa, de São Paulo – CBN

O maior trio elétrico do Brasil. Equipamentos alugados a diárias de R$ 20 mil. Filiais em 130 cidades. Pelo menos quatro grandes entidades organizadoras. Essa descrição caberia muito bem a qualquer show ou grande evento, mas a estrutura e organização é para o protesto contra a presidente Dilma Rousseff, no dia 12 de abril.

Os grupos que convocam os atos estão cada vez mais organizados. Alguns viraram pessoa jurídica, outros estão ganhando administradores em diversos estados, além de páginas na internet e pessoas que ajudam a convocar e divulgar os atos. O fundador do Revoltados Online, Marcello Reis, diz que o grupo, que defende o impeachment da presidente quer se transformar em associação para ampliar a arrecadação por meio de mensalidades.

Deve ser deste grupo o maior carro de som na Avenida Paulista, a diária do equipamento custa R$ 20 mil. No Rio de Janeiro, o grupo deve levar cinco carros que já vão começar a rodar nesta semana, anunciando a manifestação. Em outros estados, o número de carros ainda não foi definido. Depende de quanto os grupos vão arrecadar até lá.

Além das doações que já recebe, o Revoltados Online também comercializa camisetas. Uma peça chega a custar R$ 175. O Movimento Brasil Livre, um dos maiores organizadores do protesto também investe na venda de itens pela internet. No entanto, Renan Santos, líder do movimento rejeita o que chamou de gourmetização das manifestações:

Toda essa organização acontece para tentar engrossar o movimento no dia 12 em relação ao último ato no dia 15 de março. Em termos de infraestrutura, os grupos admitem que vão investir mais na panfletagem com as ideias que compartilham e nos trios elétricos, que devem ficar maiores e mais numerosos.

No entanto, a maior mudança é o alcance. A perspectiva é levar os atos a 130 cidades do país. Para o cientista político e professor da USP, José Álvaro Moisés, essa organização demonstra que os movimentos querem se firmar na sociedade:

Mas será que a organização quase empresarial dos movimentos se reflete em número de gente na rua? O cientista político de Minas Gerais, Rudá Ricci, acredita que não há correlação entre os dois pontos.

De acordo com os movimentos, pelo menos dez estados devem reunir manifestantes contrários ao governo Dilma. Independentemente do tamanho dos atos, ainda incerto, os cartazes feitos à mão e no improviso parecem ter perdido lugar nas ruas, para esse jeito planejado de protestar.

Grupos que organizam protestos contra a presidente Dilma Rousseff atingem profissionalização.

Em alguns casos, há projetos de transformar os movimentos em associações para facilitar a arrecadação de fundos. No ato do dia 12 de abril, o investimento em infraestrutura deve superar o que foi feito em março.

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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