Bernardo diz que sequelas da crise econômica podem ser consideradas pequenas

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que as medidas que o Brasil adotou para enfrentar a crise econômica deixaram sequelas no política fiscal.

No entanto, avaliou que esse é um preço relativamente pequeno para livrar a economia da crise.

“Foram poucas sequelas do ponto de vista fiscal, mas esse é um preço relativamente pequeno para livrar economia deste torvelinho”, disse Paulo Bernardo, se referindo ao aumento da dívida brasileira em relação ao PIB (Produto Interno Bruto).

“O Brasil foi o último dos grandes países do mundo a sentir o efeito da crise e o primeiro a sair dela. Acho que já saímos desta crise”, disse Paulo Bernardo, citando indicadores da economia que já apontam para a retomada do crescimento, como os números da indústria do varejo e das exportações.

Perguntado sobre as taxas de investimentos que permanecem em níveis insuficientes para o crescimento sustentável da economia, o ministro disse que, de fato, é preciso aumentar os investimentos do país.

Segundo ele, o governo está criando as condições para que isso aconteça.

Mas o ministro rejeitou as críticas de que o governo tem feito gastos excessivos nas áreas de custeio e pessoal, chamadas de gasto corrente.

Paulo Bernardo argumentou que o governo tomou medidas prioritárias para ajudar a economia.

No entanto, segundo ele, o momento é diferente se for comparado o Brasil do ponto de vista fiscal, com o quadro internacional.

Na opinião do ministro, o Brasil é um dos países que vai ter o melhor resultado fiscal da economia em 2009 .

Entre os países do G-20, é o segundo melhor resultado depois da Argentina.

Estados Unidos, por exemplo, vão ter um déficit de 13,5%.

“As pessoas estão querendo medir a realidade com uma régua que existia antes dessa crise e a realidade mudou completamente. Essa ladainha que o pessoal fica repetindo não serve para nós. Se não tivéssemos feito determinadas políticas que fizermos, o Brasil tinha tido sequelas muito maiores. Esse discurso de corta gastos, corta gastos, está vencido”, disse.

A informação é do portal O Globo

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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