Fascistas de Honduras endurecem repressão

aaaaaahonduras

A agência de notícias venezuelana Agencia Bolivariana de Noticias” (ABN) denunciou que as forças policiais hondurenhas em Danli “arremeteram” contra uma de suas repórteres e bateram em jornalistas de meios de comunicação estrangeiros que tentaram intervir, entre eles do Brasil.

A agência informou que o fato aconteceu quando “um grupo de jornalistas”, entre os quais estava a repórter gráfica em Danli Wendy Olivo, viu em uma cela policial o dirigente camponês Rafael Alegria, cujo paradeiro era desconhecido.

Segundo outra jornalista da ABN, a fotógrafa “recebeu fortes golpes” dos funcionários da Polícia e “foi arrastada pelo local ao se negar a entregar o equipamento fotográfico”, após tirar fotos do líder camponês.

“Perante a situação, comunicadores de um meio de televisão espanhol e de um meio de comunicação brasileiro intervieram para evitar que as agressões continuassem, mas também foram agredidos e retidos”, afirma o escritório da ABN.

A agência venezuelana disse que “as agressões aos jornalistas” terminaram quando “vários comunicadores de diversos meios estrangeiros chegaram ao local para reportar os fatos”.

Segundo a ABN, no posto policial estão “detidas 54 pessoas, entre eles mulheres e menores de idade, em condições de aglomeração e sem a possibilidade de ir aos sanitários”.

“Estas pessoas retidas se dirigiam para a cidade vizinha de Las Manos, na fronteira entre Honduras e Nicarágua, para encontrar o presidente constitucional Manuel Zelaya”, afirma a nota.

O dirigente camponês hondurenho Rafael Alegria denunciou que foi detido pela Polícia por cerca de seis horas em Las Manos, fronteira com a Nicarágua.

Alegria disse que acompanhava um jornalista europeu que ia para a Nicarágua, onde ambos se reuniriam com o presidente Manuel Zelaya.

Ele acrescentou que os policiais que o detiveram não souberam explicar os motivos da detenção, mas que o fato ocorreu durante o toque de recolher que vigora nessa região, no leste de Honduras, por causa da intenção de Zelaya de retornar ao país pelo setor de Las Manos.

“Disse que eu não reconhecia o toque de recolher porque foi decretado por um Governo ilegal”, acrescentou.

Segundo Alegria, os policiais o levaram de Las Manos a um posto da cidade de El Paraíso, departamento do mesmo nome, e depois a Danlí, onde o libertaram.

Alegria, que é dirigente do movimento internacional Via Campesina, afirmou que no posto policial havia 45 homens e 18 mulheres.

Entre eles está um voluntário da Cruz Vermelha hondurenha, organismo que não participa das manifestações em Las Manos.

O motivo, explicou, é que “ontem (sexta) se denunciou que uma ambulância da instituição estava sendo utilizada para carregar bombas lacrimogêneas da Polícia”, disse Alegria.

O dirigente também integra um movimento de resistência popular que exige a restituição de Manuel Zelaya ao poder.

O deputado democrático hondurenho César Ham denunciou a morte de duas pessoas que “foram detidas ontem (sábado)” pela polícia de Honduras.

Em um contato telefônico com a emissora venezuelana VTV, o deputado disse que ele e um grupo de pessoas que o acompanham estão há “sete horas” andando pelas montanhas hondurenhas para escapar de controles policiais e chegar até Zelaya.

Ham afirmou que duas pessoas “detidas ontem (sábado)” morreram na região de El Paraíso e que mais de 100 foram detidas.

Ham disse que o grupo do qual faz parte quer chegar até a fronteira para expressar sua solidariedade “ao presidente constitucional” de Honduras em apoio a seu retorno ao país.

O deputado afirmou que “todo o povo hondurenho” está se deslocando em direção ao ponto na fronteira com a Nicarágua onde Zelaya se encontra e denunciou “a repressão” contra os seguidores do presidente deposto.

Parentes do presidente passaram a madrugada acampados na estrada que vai da capital Tegucigalpa à fronteira com a Nicarágua.

A líder camponês Alegria disse que a primeira-dama, Xiomara Castro, e a mãe do presidente, Hortensia Rosales, fazem parte de um grupo de quase 500 pessoas que pernoitaram na estrada.

Hortensia Zelaya, filha de Zelaya, também está no grupo, acrescentou Alegria.

“Estamos retidos em Arenal, perto da cidade de Danlí, com toque de recolher, mas a resistência segue”, acrescentou o líder camponês.

Segundo Alegria, o grupo segue viagem neste sábado às 6h locais (9h de Brasília) rumo à fronteira com a Nicarágua, e que se “mantém firme a entrada do presidente Zelaya”.

“Não sabemos quando, mas o presidente está disposto a permanecer o tempo necessário na Nicarágua para ingressar em Honduras”, ressaltou Alegria.

Enquanto os democratas lutam contra os fascistas, três senadores norte-americanos do Partido Republicano chegaram no início da tarde de sábado em Honduras para se reunirem com o presidente fascista, Roberto Micheletti, segundo o jornal local El Heraldo.

Os nomes dos três senadores não foram informados, e não foi permitida a presença da imprensa nesse encontro.

Segundo a emissora de rádio América, também está prevista a vinda para o país do governador da Flórida, Jeb Bush, e de mais seis senadores.

Com agências

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
Esse post foi publicado em América Latina, Estados Unidos e marcado , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s