Demissões na Azaleia deixam Parobé (RS) com nervos à flor da pele

Não há dúvidas, as demissões dos 600 funcionários da Vulcabras|azaleia mudou a rotina da comunidade parobeense e virou assunto uníssono.

Nas rodas de conversa em bares, lancherias, na praça 1.º de Maio, é só o que as pessoas falam.

A partir de segunda-feira, a empresa adotará o horário único, que será das 8h12 às 18 horas, e no local também haverá um ato público, do meio-dia às 15 horas, em solidariedade aos funcionários demitidos.

A organização da manifestação é do Sindicato dos Trabalhadores de Parobé.  

Ontem, o ambiente ainda era tenso e muitos funcionários da calçadista, que estavam em horário de almoço, comentavam a situação com os colegas e amigos nos bares e lancherias localizadas em frente à Vulcabras-azaleia.

“Já nos informaram que a partir de segunda-feira todos vão trabalhar no mesmo horário, que é das 8h12 às seis hora da tarde. As pessoas estão tristes, muitos que foram demitidos não esperavam por isso. É um momento complicado para todos”, comentou a industriária Luciane Soares da Rosa.

Já os amigos e funcionários da empresa Tânia Quadros, 30, Juliane Feiten, 23, Deise de Moura, 27 e Sílvio Silveira, 39, ressaltam que todos estão se empenhando para fazer o melhor possível a fim de manter o emprego.

“É a primeira vez que me lembro, que há uma demissão em massa, atingindo todos os setores. Estamos tristes, sem falar que a empresa tem uma história com a comunidade de Parobé”, observou o funcionário Silveira, que há 23 anos trabalha na empresa.

O problema das demissões se alastra ao comércio local.

“Com a diminuição de empregados, vai diminuir também os clientes da fruteira. Ninguém esperava por isso, pois uma coisa depende da outra. Tanto que meus clientes praticamente são os funcionários da azaleia”, revelou a dona de uma fruteira, Carina de Lima, 24.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Parobé, João Nadir Pires, revelou que na próxima terça-feira irá a Brasília para negociar com o governo federal.

“Infelizmente, as demissões ocorreram. Portanto, resta apelar ao governo algum benefício para esses trabalhadores”.

“Conseguimos marcar audiência no Ministério do Trabalho e Emprego, onde pediremos, pelo menos, que aumentem o número de parcelas do seguro-demprego para o Estado”, comentou o dirigente sindical.

Já a prefeita Gilda Maria Kirsch ressaltou que mesmo sendo um momento delicado, é hora de pensar em alternativas para diversificar a economia local.

A informação é do Diário de Canoas

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
Esse post foi publicado em Crise financeira, sindicalismo, trabalhadores e marcado , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Demissões na Azaleia deixam Parobé (RS) com nervos à flor da pele

  1. aline disse:

    jfgjdfg jghg

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s