As divisões militares do papa

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O papa Bento XVI, em visita à catedral do Vale de Aosta, no noroeste da Itália, tocou em uma ferida aberta do Vaticano.

“Hoje, quando se fala de poder vem à mente o poder econômico e militar. A pergunta de Stálin de ‘quantas divisões (militares) tinha o papa’ caracteriza ainda a ideia de poder. Mas o poder de Deus é mudar o mundo através do perdão”, explicou Bento XVI.

Como sempre, o papa não conta a missa inteira quando trata desse caso.

Mas, já que ele tocou no assunto, vale lembrar alguns episódios históricos que levaram Stálin a fazer a famosa pergunta.

No começo do século XX, o papa Bento XV promoveu encontros secretos entre o líder fascista Benito Mussolini e líderes católicos italianos.

Já o papa Pio XI fez do Vaticano uma parte destacada da sofisticada máquina de repressão ideológica, do aparato de espionagem, de transferências e investimentos financeiros secretos.

Pio XI instalou a Rádio do Vaticano (1931) e, no mesmo ano, dissolveu, com Mussolini, a Juventude Católica da Itália, transferindo sua militância para o Partito Nacionale Fascista.

O Partito Populare (abertamente latifundiário, inspirado no corporativismo católico e na forma ideológica do “socialismo cristão e feudal”) também havia cedido todos os direitos para o partido de Mussolini.

Experiência idêntica ocorre na Alemanha, durante o seu pontificado.

Em 1929, o papa estabeleceu outros acordos com mais 20 Estados e, em 1933, com Hitler.

Pio XI também apoiou Franco e a intervenção nazista na Espanha.

Seu pontificado percorreu toda a Segunda Guerra.

Em junho de 1940 a Itália entrou na guerra e, em agosto, e o papa fez um apelo radiofônico em nome da paz, invocando um acordo internacional que conferiu a Roma o status de Cidade Aberta que no entanto não abrigava os partigiani, comunistas e quem mais fosse desprovido de salvo-conduto passado pelas potências ocidentais.

Em 1944 e 1946, Pio XII, resolutamente, absolveu o III Reich de qualquer responsabilidade pelas atrocidades nazistas, alegando que o socialismo era o “pior inimigo”.

Leia mais sobre o papa e o nazismo aqui.

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
Esse post foi publicado em história, Política e marcado , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para As divisões militares do papa

  1. Stefano disse:

    o texto está bom, mas faltou muita coisa….
    ex: a igreja romana ganhou o estado do vaticano de Mussolini em troca… apoiou o ditador… além disso… o regime fascista e a igreja assinaram 1 concordata. Pio XI considerou Mussolini o “homem enviado pela divina providencia” e o condecorou. Na Alemanha, o Partido de Centro – Zentrumspartei (católico), do padre Ludwig Kaas, votou a favor de lei que conferia plenos poderes ao partido nazi. Em retribuição, o regime nazi assinou uma concordata com o Vaticano.Hitler anexou a Austria e a hierarquia catolica austriaca apiou calorosamente a invasão. o chefe da igreja austriaca, cardeal Innitzer(que havia apoiado anteriormente o regime austrofascista) foi recepcionar Hitler.
    Hitler invadiu a Checoslovakia e permitiu a criação de um estao-títere eslovaco, chefiado pelo padre Tiso. Tiso perseguiu opositores,ciganos e minorias religiosas. Hitler invadiu a França e permitiu a criação do estado-fantoche de Vichy, chefiado por Pétain. a igreja foi forte aliada de Vichy. Hitler invadiu a Iugoslávia e permitiu a criação do estado “livre” da Croácia chefiado por Ante Pavelic, líder Ustasha. o regime Ustasha massacrou brutalmente ciganos,judeus e opositores. Já com a minoria ortodoxa sérvia, o Pavelic decretou que 1/3 des ta minoria seria morta, 1/3 deportada e o restante convertida a força ao catolicismo. a igreja católica local apoiou fervorosamente a politica brutal de Pavelic. Alguns padres chegaram a chefiar campos de concentração, grupos de exterminio e conversoes de sérvios. a crueldade Ustasha escandalizou até mesmo os nazistas. Pio XII foi conivente com o terror católico Ustasha, pois via com bons olhos 1 bastião católico nos Balcans. Quando o Eixo caiu em 1945, o vaticano ajudou inumeros crimonosos de guerra alemães,croatas e de outros paises a fugirem pra outro cantos do mundo. o processo de ajuda aos criminosos se chamava Ratlines.
    Os prelados que ajudaram os nazistas foram os bispos e cardeais Montini(futuro Paulo VI),A.Hudal(antigo membro do NSDAP), K.Draganovic(Ustasha), G.Siri,Barrere,Tisserant, Caggiano etc.

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