Mercosul amplia pressão sobre governo fascista de Honduras

Os presidentes dos países do Mercosul aprofundaram nesta sexta-feira a pressão para a recondução do presidente deposto de Honduras ao cargo, embora nesta sexta-feira ainda tentassem chegar a um consenso sobre o tom da condenação e imposição de sanções ao governo golpista.

O Mercosul realiza sua reunião semestral, nos arredores de Assunção, Paraguai, com a presença dos presidentes da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai — membros plenos do bloco — e das nações associadas, o Chile e a Bolívia.

Os presidentes coincidiram em rechaçar com veemência o golpe de Estado de 28 de junho que mergulhou Honduras em sua pior crise em duas décadas, mas algumas delegações tinham posições divergentes sobre a mediação diplomática e exigiram duras sanções contra os responsáveis pela derrubada do presidente hondurenho, Manuel Zelaya.

A declaração sobre Honduras ainda está sendo revisada porque os representantes dos países do Mercosul tiveram uma acalorada discussão sobre a mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e as sanções.

Na manhã desta sexta-feira, a presidente da Argentina, Cristina Fernández, pediu aos colegas um pronunciamento enérgico sobre os acontecimentos no país centro-americano.

“Creio que deveríamos fazer hoje um pronunciamento muito claro e contundente”, disse Cristina. “Houve fatos e intervenções que tendem a retardar o que deveria ser a restituição sem nenhum tipo de condicionamento para quem é o presidente constitucional”, acrescentou ela, referindo-se a Zelaya, que nesta sexta-feira tentava retornar a seu país.

A posição de Cristina endossou a da delegação da Venezuela que, apesar da ausência do presidente Hugo Chávez no encontro (o ingresso do país no bloco ainda está em tramitação), pediu condenação mais forte dos golpistas.

“Devemos dar sinais de ação concreta, como a suspensão do ingresso dos golpistas em nossos países e outras medidas contra as ações obscurantistas”, disse a coordenadora da Comissão da Venezuela, Isabel Delgado.

Apesar de a declaração final ainda estar sendo revisada, todos os líderes coincidiram em condenar o golpe de Estado, o primeiro na região em cerca de duas décadas.

“Honduras é uma ferida que sangra na democracia regional”, disse o presidente paraguaio, Fernando Lugo, ao abrir a cúpula na sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

Os presidentes chegaram à reunião depois que ministros da região concordaram, na quinta-feira, em ampliar a todo o bloco o uso das moedas locais para transações comerciais.

No entanto, as diferenças comerciais ficaram novamente em evidência no fracasso do diálogo para eliminar entraves aduaneiros entre os países membros.

Entre as divergências está a falta de consenso para eliminar a dupla cobrança da Tarifa Externa Comum.

A falta de medidas conjuntas para combater a crise econômica internacional provocou críticas de chanceleres e ministros de Economia do bloco.

Com agências

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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Uma resposta para Mercosul amplia pressão sobre governo fascista de Honduras

  1. Gilberto disse:

    Gracas a deus em Honduras nao vamos ter uma ditadura de 51 anos como Fidel Castro sem democracia.

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