Golpe já prejudica a economia de Honduras

A crise política em Honduras já começa cobrar sua fatura na economia do país, com a suspensão da ajuda internacional e a redução das receitas em setores como o turismo.

O governo fascista revisou para baixo as previsões de crescimento deste ano e disse que a inflação deve quase dobrar.

Honduras vive principalmente das exportações de café, banana e têxteis, setores que já vinham sendo atingidos pela crise internacional desde o ano passado.

Agora, o primeiro setor afetado pela convulsão política foi o de turismo, com a queda drástica da ocupação hoteleira desde que os militares mandaram para o exílio o presidente Manuel Zelaya, no golpe de 28 de junho.

A ocupação média dos hotéis caiu de 80% de antes do início da crise para 20%.

A ministra fascista de Finanças do país, Gabriela Nuñez, disse que a nova situação obrigou o governo hondurenho a revisar para baixa as projeções de crescimento do PIB de US$ 14 bilhões.

A previsão de expansão de 1% a 2% para este ano foi substituída por uma contração de 1% do PIB.

A crise serviu também para deprimir a demanda interna e o governo revisou sua meta de inflação de 9% para 5%.

As autoridades golpistas estudam reduzir os juros, para compensar a queda na demanda e reativar a concessão de créditos.

Para a ministra fascista, a principal ameaça à economia hondurenha é o corte da ajuda externa por parte dos organismos internacionais. Essa ajuda representa 20% do Orçamento hondurenho.

Só o cancelamento da ajuda do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial (Bird) representa menos US$ 200 milhões dos US$ 5,6 bilhões que o governo hondurenho planejava gastar neste ano.

“Se o corte se concretizar, os mais afetados serão os mais pobres”, disse a ministra golpista Nuñez.

Mesmo com a demanda enfraquecida americana, o fluxo comercial entre os dois países permaneceu estável desde o golpe de 28 de junho.

E Honduras envia cerca de 70% de suas exportações para os EUA, de onde compra metade de suas importações.

Com agências

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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