A ditadura do Jornal da Globo

No Jornal da Globo de quarta-feira, o âncora Willian Waack fez o off — a locução, que descreve uma cena — da visita de Raúl Castro a Salvador.

Ele se esforçou para desqualificar a simpatia do presidente cubano, cabalmente mostrada pela forma calorosa como o povo local o recebeu.

De terno branco e com um terço na mão, ele conversou com a população e enfatizou a sintonia religiosa e cultural entre cubanos e baianos.

Mas o off de Willian Waack dizia exatamente o contrário.

O âncora da Globo disse que o atual “ditador” de Cuba não tinha o mesmo carisma do irmão, o “ex-ditador” Fidel Castro, que o presidente cubano se esforçou para se mostrar simpático mas não conseguiu, e encerrou dizendo que só faltou ficar definido que a “ditadura” na ilha revolucionária deveria acabar para aí sim cubanos e baianos serem iguais em tudo.

Foi um vexame — a dissonância entre imagens e palavras era de fazer vergonha a qualquer um que tenha vergonha.

Essa gente é totalitária.

Para esses palangristas de percepção rasa e racicínio tosco, democracia é sinônimo de liberalismo.

Quem não se curva a esse totalitarismo é ditador.

É a ditadura liberal em estado puro — muito bem encarnada pela mídia brasileira.

Que m…, heim?

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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