Chávez denuncia perigo representado pela presença dos EUA e de Israel na Colômbia

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse a presença agressiva dos Estados Unidos na Colômbia, mais a ostensiva ação de Israel sob o manto do governo direitista de Álvaro Uribe, configura “todo um quadro de agressão”.

Esse “quadro de agressão”, disse o presidente venezuelano, é formado pela próxima chegada de “milhares de soldados ianques” a quatro novas bases militares norte-americanas na Colômbia, país que compartilha 2.219 quilômetros de fronteira terrestre com a Venezuela.

As calúnias do regime terrorista e racista de Israel de que Venezuela protege “terroristas, como eles (os israelenses) classificam o Hezbollah” também fazem parte das agressões, além das declarações de Washington de que “Chávez apoia o narcotráfico e o terrorismo”.

Chávez citou, além disso, o golpe de Estado em Honduras, ao argumentar que “conspiradores hondurenhos dizem que não derrubaram Manuel Zelaya do governo por ele, mas por Chávez”.

“Deus nos livre de uma guerra (…), mas isso não depende de nós (…) Estamos prontos para morrer, mas a Venezuela jamais voltará a ser colônia ianque, nem colônia de ninguém”, disse Chávez, em um ato com a presença de universitários, transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão.

Ele reafirmou que as instalações de “quatro bases militares americanas na Colômbia”, que se somarão, segundo Chávez, às “que os EUA já têm no país”, o obrigou, infelizmente, a ordenar uma revisão das relações com o vizinho, porque essa situação “é realmente uma ameaça para a Venezuela”.

O presidente venezuelano afirmou que Washington emite relatórios “em que dizem que o narcotráfico reina na Venezuela (…), que Chávez apoia o narcotráfico e que a Venezuela se transformou em um narcoestado”.

“Digo ao presidente dos Estados Unidos e à burguesia venezuelana: (…) o tiro sairá pela culatra, vocês não nos amedronta. A revolução já tem 10 anos e a cada dia que passa se fortalecerá mais”, disse Chávez.

Ele enfatizou ainda que o golpe “militar e oligarca em Honduras conta com o apoio do império” que, estaria “mais perigoso que nunca devido à aguda crise” que afeta o capitalismo que o sustenta.

“Alguém pensa que o golpe em Honduras não conta com o apoio americano? Impossível”, afirmou Chávez.

Com agências

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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