Crescimento chinês supera expectativas

Cresce otimismo de que país irá tirar a economia mundial da crise. O ritmo de crescimento da China acelerou-se no segundo trimestre deste ano ao atingir 7,9%, contra os 7,5% que eram a aposta de vários analistas ocidentais. De acordo com a Agência Nacional de Estatística do país, esta evolução está baseada sobre o aumento da demanda interna, que contrabalançou a contração das exportações por causa da crise econômica.

O aquecimento da demanda interna é tido como resultado do maciço programa governamental de apoio à economia, que soma 4 trilhões de iuans (416 bilhões de euros), que já começou a frutificar, e do salto registrado na liberação dos empréstimos bancários. O crescimento da economia, mais forte do que a esperado, traz de volta o otimismo de que a China, considerada a locomotiva da economia mundial, deverá conseguir acertar a meta de crescimento de 8% e tirar a economia mundial do fundo do poço.

“Existem eventuais aumentos inéditos em nossa previsão atual, para um crescimento de 8,3% neste ano”, explicam Yu Song e Helen Kiao, do Goldman Sachs. Outro analista, da empresa Forecast – Daniel Soh -, concorda: “É muito encorajador. O crescimento de 8,5% é agora acessível. Já está claro que o plano de recuperação contrabalançou a contração da atividade econômica”.

É verdade que existem outros indicadores na China, que confirmam a melhoria do clima da produção industrial no mês passado (aumentou para 10,7% em relação aos 8,9% de maio). As vendas no varejo aumentaram 15% no mês passado – em base anual – após seu aumento de 15,2% em maio, embora sejam atribuídas às vendas de automóveis e imóveis. As vendas de automóveis explodiram 37% em junho, enquanto o consumo de energia elétrica aumentou 3,7% no mesmo mês.

Preços

A produção em uma série de setores também começou a reencontrar seus níveis de antes da eclosão da crise. É o caso de aço, petróleo, determinados produtos químicos e também das geladeiras. Contudo, as exportações, setor básico para a economia chinesa, continuam diminuindo. Mês passado perderam 21,4%, em comparação com o mesmo mês de 2008. As importações também perderam – em ritmo menor -, o que significa que o consumo na China talvez esteja se reaquecendo muito lentamente.

Li Xiao Tsao, da Agência Nacional de Estatísticas, explicou que “a recuperação não está plenamente equilibrada. Por exemplo, determinadas regiões do país registraram resultados menores que outras”. O desequilíbrio poderá ser ainda mais essencial, principalmente porque as estatísticas do Produto Interno Bruto (PIB) registraram produção, mas os produtos deverão ser vendidos enquanto o consumo interno parece não assumir a dianteira.

Os preços continuam despencando: o indicador de preços ao consumidor despencou 1,7% em junho, a quinta queda sucessiva mensal. A demanda total permanece débil, determinadas indústrias enfrentam superávit de capacidade produtiva e o percentual de uso das capacidades produtivas permanece baixo.

A informação é de Lee Wong, no Monitor Mercantil

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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