Copom inicia reunião para definir Selic; dívida interna poderia estar zerada

A agenda econômica desta semana tem como destaque doméstico a realização, nesta terça e quarta-feira, da quinta reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) no ano, para discutir a possível manutenção da política de redução da taxa básica de juros (Selic), que neste ano já cedeu 4,5 pontos percentuais, caindo de 13,75% para os atuais 9,25% ao ano.

O Copom deve seguir com a política de afrouxamento da política monetária, só que em ritmo mais reduzido em relação aos cortes das quatro últimas reuniões: três de 1 ponto percentual e uma de 1,5 ponto percentual. A política de juros do BC tem causado enormes prejuízos ao país.  

Se a Selic média entre 1997 e 2008 fosse de 13,6% ao ano, em vez dos 18,7% médios verificados no período, a dívida líquida do setor público poderia estar zerada, com os mesmos superávits primários alcançados. De acordo com o economista Amir Khair, especialista em finanças públicas e ex-secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo, a economia proporcionada pela redução das despesas com juros atingiria R$ 1,4 trilhão, em valores atuais.

Mais do que o dinheiro jogado fora, o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RJ), Paulo Passarinho, destaca o papel negativo que a política monetária e o regime de metas para a inflação — adotado em 1997 s desempenham no regime de abertura comercial e financeira.

“Junto com o Plano Real, o regime de metas para a inflação consagrou que o melhor caminho para nosso desenvolvimento é incentivar o investimento das transnacionais, o que implica também abertura financeira. A inflação caiu, mas subordinou a política monetária aos fluxos cambiais e à necessidade de equilíbrio do balanço de pagamentos”, analisou.

Commodities

Outra consequência do modelo econômico, segundo o presidente do Corecon-RJ, foi a especialização na produção de commodities. “Isso nos deu alguma folga no saldo comercial e ofereceu muitos dividendos políticos para o atual governo, mas o modelo nos tem mantido atrás da Índia e da China, países que não se comparavam ao Brasil na década de 70”, comentou.

O presidente do Corecon-RJ acrescenta que somente no período em que os preços das commodities dispararam, o Brasil conseguiu crescer acima de 4%, enquanto Índia e China cresciam ao ritmo de 10% ao ano. “Agora, com a crise, eles estão acima de 8% e o Brasil estagnou”, lamenta.

Com  informação da Agência Brasil e do Monitor Mercantil

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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