Contra “mania vira-lata”, Lula diz que país será 5ª economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira o que classificou de “a mania de ser vira-lata” de alguns brasileiros e disse que o país deverá ser a quinta economia do mundo em um prazo de dez anos.

Ao reunir o Conselho Diretor do Banco do Brasil (BB), o presidente disse que as instituições financeiras estatais precisam crescer e disse que o BB, particularmente, deveria atingir mais fortemente economias como a América Latina e a África.

“Trabalho com a ideia de que daqui a dez anos seremos a quinta maior economia do mundo”, comentou o presidente na reunião.

“Sempre nos tratamos como se fôssemos seres inferiores, (há) mania de ser vira-lata. Tudo para nós era superior. Quem é que gosta de alguém que não se respeita? As pessoas gostam de quem tem orgulho das coisas”, declarou.

“(O BB precisa) se transformar em um banco do nosso continente, com alma brasileira e força latino-americana. Por que só os bancos estrangeiros têm que ser grandes e a gente não? A gente não tem só que financiar o que a iniciativa privada não faz”, avaliou o presidente, lembrando que o banco é um “patrimônio” dos brasileiros.

“Há algum tempo o BB precisa virar mais importante na geografia política do mundo”, disse.

“Na compra dos bancos públicos estaduais, quando se falava em privatização, o pessoal do banco local, que estava com medo de vender para alguém, quando falava que o Banco do Brasil ia comprar, era como se (o banco a ser vendido) fosse promovido”, destacou Lula.

Ao cobrar maior presença do Banco do Brasil no mercado internacional, o presidente citou o caso específico da Petrobras, que no passado também não se via como uma grande multinacional petrolífera. “(Havia uma) Visão pequena do Estado brasileiro. Foi um trabalho convencer que ela (Petrobras) precisava virar uma multinacional de verdade”, relembrou.

Diante do cenário de crise financeira mundial, o presidente Lula voltou a criticar países que, de acordo com ele, tinham suas economias baseadas em papéis, mas não produziram sequer um lápis.

“Se as pessoas foram capazes de ficar ricas sem produzir um lápis, uma caneta, um papel, essa economia não pode dar certo”, disse.

A informação é do portal Terra

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
Esse post foi publicado em Crise financeira, Política e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s