Produção industrial chinesa avança 9,1%; economia cresce 7,9%

A produção industrial chinesa avançou 9,1% em ritmo anual no segundo trimestre de 2009, após subir 5,1% nos primeiros três meses do ano, registrando um avanço semestral de 7%, inferior aos 9,3% para o mesmo período de 2008, informou o Bureau Nacional de Estatísticas. Em meio à crise, economia cresce 7,9%.

Em junho, a produção cresceu 10,7% em ritmo anual, confirmando os sinais de recuperação da economia chinesa. A atividade econômica caiu nos últimos meses de 2008, afetada pela crise financeira e econômica internacional, que reduziu a demanda externa de produtos chineses. No conjunto de 2008, a produção industrial havia registrado alta de 12,9%.

O governo também anunciou um crescimento de 7.9% na economia do país no segundo trimestre deste ano, mostrando sinais de que está se recuperando em meio à crise mundial. No mesmo período do ano passado, de abril a junho, o Produto Interno Bruto (PIB) havia expandido 7,1%, totalizando 13,99 trilhões de yuans (cerca de US$ 2 trilhões).

Linha de crédito

A recuperação da economia chinesa nos últimos três meses contrasta com o desempenho do primeiro trimestre deste ano, quando o crescimento do PIB havia sido de apenas 6,1% – o pior dos últimos dez anos. O grande gasto em investimentos feito pelo governo é um dos principais motivo do crescimento registrado no segundo trimestre.

O pacote de incentivos à economia foi lançado em novembro do ano passado e totaliza mais de US$585 bilhões. Entre as medidas está a oferta de extensa linha de crédito à população e indústria e o investimento pesado em construção civil, visando estimular a geração de empregos.

Em junho, o Banco Mundial revisou sua previsão para o crescimento anual da economia da China de 6,5% para 7,2%. De acordo com a organização, pelo menos seis pontos percentuais desse crescimento se deverá ao pacote de estímulos do governo.

A meta estabelecida pelo Partido Comunista para o crescimento do PIB em 2009 é de 8%.

Dois dígitos

De acordo com as autoridades chinesas, esse é o aumento mínimo necessário para que a taxa de desemprego se mantenha sob controle, abaixo de 4,5% da população economicamente ativa, evitando inquietação social. Grande parte da atual política de incentivo à economia da China se baseia no estímulo ao aumento do consumo doméstico, uma medida que tem mostrado resultado.

Somente no primeiro semestre deste ano, as vendas do comércio marcaram alta de 15% totalizando 5,87 trilhões de yuans (US$ 859,60 bilhões) em relação ao mesmo período de 2008. No entanto, “as dificuldades e desafios do desenvolvimento econômico atual ainda são inúmeros”, disse Li Xiaochao, o porta-voz do Departamento Nacional de Estatísticas. Segundo ela, os sinais de recuperação ainda “não são estáveis”, mas já apontariam para um horizonte positivo.

Em junho, a produção industrial aumentou 10% em relação ao mesmo mês de 2008 e os gastos do governo em infra-estrutura cresceram 35% no mesmo período. Em médio prazo, a ambição chinesa é retomar o ritmo de crescimento de dois dígitos ao ano, como já fez no passado. De 2003 a 2007 a China cresceu acima de 10% a cada ano. Em 2008 a expansão do PIB foi de 8%.

Com agências

 

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Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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