Economia dos EUA continua fraca e vulnerável, afirma Fed

Embora o ritmo de desaceleração tenha se suavizado, a economia americana continua ” fraca e vulnerável a outros choques adversos”. A conclusão norteou a decisão dos membros votantes do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de manter a meta do juro básico dos EUA entre zero e 0,25% ao ano em sua reunião de junho.

De acordo com a ata do encontro, o país percebeu melhora na confiança do consumidor e dos empresários, no consumo e no ajuste de estoques. Por outro lado, a debilidade do mercado de trabalho, a corrosão da renda e o aperto nas condições de crédito permanecem como fatores de contração econômica. “A maioria avaliou que os riscos para o crescimento econômico diminuíram desde a reunião de abril, mas ainda são significativos”, diz a ata.

Entre esses riscos está a persistência das fraquezas da economia, que poderiam ter diminuído apenas temporariamente, graças a estímulos do governo. Os membros do Fomc manifestaram a preocupação de que, uma vez esgotados esses incentivos, a situação do mercado financeiro e do consumo voltasse a piorar. “Os participantes notaram que a melhora nas condições do mercado se deu em parte ao apoio de vários programas governamentais e que os fundamentos financeiros permanecem frágeis”, aponta a minuta da reunião de junho.

Eles também observaram que a renda do consumidor teve uma melhora rápida, mas que foi impulsionada “por fatores extraordinários, como o estímulo fiscal” promovida pelo governo. Além de manter inalterada a meta do juro básico, o Fomc também conservou os compromissos de compra e de garantia de títulos, cujo objetivo é estimular os mercados de crédito e imobiliário. Havia a especulação de que o Fed pudesse ampliar esses compromissos, mas os membros votantes sinalizaram dúvidas quanto ao real impacto da iniciativa sobre a atividade.

“Embora uma expansão pudesse prover apoio adicional à economia, os efeitos de mais compras de ativos, especialmente de títulos do Tesouro, na economia e nas expectativas de inflação são incertas.” A autoridade monetária vai comprar até US$ 300 bilhões em títulos de longo prazo do Tesouro americano, até US$ 1,25 trilhão em títulos de agências federais com lastro em hipotecas e até US$ 200 bilhões em títulos emitidos por essas agências.

A informação é do Valor Online 

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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