Petrobras: falta de novo marco não impedirá testes em Iara

O Teste de Longa Duração do campo de Iara, localizado na mesma área do campo de Tupi, no pré-sal da bacia de Santos, será antecipado mesmo que o novo marco regulatório para a região não tenha sido finalizado, afirmou o gerente executivo do pré-sal da Petrobras, José Formigli.

Segundo ele, mesmo com a necessidade de unitização do campo de Iara com o reservatório vizinho, que ainda não foi licitado e pertence à União, os testes serão antecipados em um ano, para o final de 2012.

“Na unitização, pelo que está escrito na lei, eu aviso previamente à ANP, e a ANP representa temporariamente a União para fazer essa negociação”, explicou Formigli.

Um campo de petróleo requer um acordo de unitização para exploração e desenvolvimento da produção quando o seu reservatório ultrapassa o limite da concessão adquirida.

No caso dos campos do pré-sal da bacia de Santos, apenas Iara, até o momento, teve comprovação de que ultrapassa os limites.

Especialistas do setor temiam que, sem um novo marco regulatório, o governo evitasse fazer acordos de unitização dos campos, já que as áreas não licitadas, ou 62% do total, estarão submetidas às novas regras que estão sendo elaboradas por ministros e serão enviadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 15 dias.

Depois de aprovada por Lula, a proposta do novo marco será enviada ao Congresso e deverá enfrentar resistência da oposição, o que pode prolongar as discussões.

Os campos de Iara e Tupi são os únicos do pré-sal da bacia de Santos com reservas provadas pela Petrobras. Iara tem estimados entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), enquanto Tupi possui entre 5 bilhões e 8 bilhões de boe.

Apesar de os testes em Iara agora estarem previstos para 2012, a Petrobras já avalia como realizará o trabalho, que exige planejamento como a contratação de equipamentos e plataforma.

O Teste de Longa Duração de Iara será feito em seguida ao TLD do campo de Tupi, que teve de ser interrompido por falha na fabricação de parafusos utilizados na árvore de natal molhada instalada no local.

Segundo Formigli, a interrupção do TLD de Tupi não vai atrasar o cronograma de Iara e nem mesmo do Plano Piloto de Tupi, previsto para começar no final de 2010.

“O nosso reparo (em Tupi) será feito em três a quatro meses, e estamos trabalhando para fazer em menos tempo que isso”, disse o executivo.

Ele informou que por serem feitos em poços separados, o TLD e o Plano Piloto vão funcionar juntos por “um tempinho” e depois a sonda do TLD de Tupi será transferido para Iara.

Na fase do Plano Piloto, Tupi estará produzindo 100 mil barris diários, contra os cerca de 15 mil b/d produzidos na fase de testes.

“O único prejuízo (de parar Tupi) será o corte da produção. Nenhum cronograma posterior será alterado e mesmo as pesquisas que estaríamos fazendo com a realização de teste podemos retomá-las quando houver a substituição do equipamento”, afirmou Formigli.

Ele explicou que a empresa norte-americana Cameron, responsável pela árvore de natal molhada, reconheceu a falha do equipamento e fará a substituição dos parafusos, além de arcar com os custos para a retirada do local para reparo.

Com agências

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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