Manchetes imbecilizadas

Google Earth mostra avanço do capitalismo na Coreia do Norte

_________

Não é difícil encontrar manchetes imbecilizadas na mídia.

Mas essa acima, do jornal O Estado de S. Paulo, tem a síntese da idiotice que marca o noticiário sobre a República Popular Democrática da Coréia (RPDC).

O tom é torpe, reles, vil.

Às vezes dá para duvidar da eficácia desse tipo raso de propaganda ideológica anticomunista.

A eficácia talvez seja pela técnica de Goebbels — aquela da mentira mil vezes repetida que se torna verdade.

O líder revolucionário da RPDC, Kim Jong-Il, é hoje a figura mais caluniada pela mídia.

Um dia ele teve derrame, no outro tem câncer, no outro enlouqueceu e por aí vai.

O país é apresentado como o inferno na terra.

No caso dessa matéria torpe, os avanços econômicos do país são apresentados como coisas do capitalismo.

Essa gente autoritária associa mercado, riqueza e progresso com o capitalismo.

Assim como fazem com democracia, com liberdade de imprensa e com os direitos humanos.

É um delírio, uma coisa esquizofrênica que só serve mesmo como propaganda vil e torpe contra o socialismo.

Veja a íntegra da matéria:   

____________

Google Earth mostra avanço do capitalismo na Coreia do Norte

Um grupo de observadores amadores notaram por meio das imagens divulgadas pelo Google Earth como o capitalismo avança dentro da Coreia do Norte. As fotografias tiradas via satélite mostram o crescimento dos pequenos mercados em vilas. As análises e imagens estão no blog North Korean Economy Watch, do economista da George Mason University, Curtis Melvin.

“Existe um grupo inteiro de pequenas empresas privadas que cresceram”, afirmou Melvin em entrevista à CNN. “Com o Google Earth, é possível retroceder no tempo, para observar as fotografias mais recentes, e ver como estes mercados estão crescendo”, disse o doutorando. “Em grandes cidades, você pode ver múltiplos mercados, mas é possível encontrá-los em cada cidade” do país, afirmou.

O crescimento dos pequenos comércios fez com que os líderes de Pyongyang adotassem duras posturas, como se representasse uma ameaça ao regime. Segundo observadores, a polícia começou a reprimir a expansão do contrabando no ano passado. Em dezembro, o governo norte-coreano interrompeu as viagens de turistas que entram pela Coreia do Sul na cidade de Kaesong, na fronteira dos dois países, e reduziu o número de trabalhadores sul-coreanos no parque industrial instalado na cidade.

Porém, o regime parece confuso sobre o modo como lidar com o capitalismo dentro de suas fronteiras. O governo legalizou os mercados em 2002, mas nos últimos anos aumentou a repressão ao comércio. No ano passado, o governo central notificou oficiais locais de que todos os comércios privados deveriam abrir as portas apenas três dias por mês em 2009, mas a nova restrição nunca foi adotada. Economistas estimam que os norte-coreanos têm mais de 50% de sua renda por meio do comércio ilegal.

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
Esse post foi publicado em mídia e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s