Cuba defende refundação do sistema financeiro mundial

O presidente de Cuba, Raul de Castro, defendeu em Sharm El Sheikh (Egito), a refundação urgente do sistema financeiro mundial.

Raul Castro discursava na abertura da XV Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Movimento dos Países Não-Alinhados, na qual o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, se faz representar por uma delegação orientada pelo primeiro-ministro, António Paulo Kassoma.

O Chefe de Estado cubano reclamou a constituição urgente de uma nova arquitetura financeira internacional, baseada na participação de todos os países, em especial das nações em desenvolvimento.

“A atual crise não se resolve com “medidas cosméticas”. (…) A solução da atual crise passa necessariamente pela refundação do sistema monetário internacional. Se deve adotar um padrão de referência monetária que não dependa da estabilidade econômica

e das decisões políticas de um só estado por mais forte e influente que seja”, sublinhou.

O sistema que propõe deve reconhecer as condições particulares dos países em desenvolvimento e dar-lhes um trato especial e diferenciado, para a criação de uma ordem internacional justa e equitativa, que garanta o desenvolvimento sustentado, com

instituições subordinadas ao sistema das Nações Unidas.

Segundo o estadista cubano, o movimento dos não alinhados por ter 118 membros constitui força a ter em conta e as suas reivindicações não poderão ser ignoradas, e a organização deve tomar posições sobre os principais problemas que afetam a

humanidade.

“Os desafios comuns para os Países Não-Alinhados são graves e numerosos. Nunca antes o mundo foi tão desigual e as iniquidades tão profundas. Temos enfrentado ameaças e agressões e um injusto comércio e finanças internacionais”, afirmou.

Falou da necessidade de se continuar a criar consensos sobre os problemas mais prementes que afetam a humanidade e em particular os países em desenvolvimento, para enfrentar os desafios atuais e lutar por um mundo melhor, o direitos dos povos à paz, livre determinação e desenvolvimento, sem ingerências.

Disse ser necessário avaliar, de modo sistemático, os mecanismos e metodologia do Movimento dos Países Não Alinhados para empenhar o máximo das potencialidades disponíveis.

A promoção do multilateralismo e democratização das relações internacionais, o pleno respeito à carta da Nações Unidas e ao direito internacional constituirão os principais objetivos do Movimento, rechaçando os métodos anti-democráticos, falta de

transparência, os obstáculos a participação plena e a descriminação em negociações multilaterais.

Reafirmou que os países em desenvolvimento são os mais afetados pela atual crise econômica global, condenando milhões de pessoas que nascem no sul do planeta ao analfabetismo, desemprego, fome, pobreza, à enfermidades curáveis e a viver menos que os nascem em países industrializados.

Caricatamente, como quase sempre ocorre é nos países mais ricos onde originou a atual crise, por questões estruturais, irracionalidade do sistema econômico, marcado pelo egoísmo e consumismo, mas são os povos dos países em desenvolvimento que mais sofrem carências.

A informação é da Agência AngolaPress

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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