Uruguai e Bolívia reiteram apoio a Zelaya

Os presidentes do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Bolívia, Evo Morales, apoiaram o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, e anunciaram que “não reconhecem nenhuma outra autoridade surgida da situação de ruptura da ordem constitucional” nesse país.

Em comunicado conjunto, preparado por ocasião da primeira visita oficial de Morales ao Uruguai, os líderes dos dois países reafirmaram seu “apoio à institucionalidade democrática e ao governo legítimo” de Manuel Zelaya em Honduras.

Nesse sentido, destacaram a importância dos mecanismos de integração regional, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Grupo do Rio e a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), e sua contribuição para a defesa “do princípio de respeito à soberania, à integridade territorial e à não ingerência nos assuntos internos”.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, agradeceu ao governo uruguaio pelo apoio que recebeu durante a crise que seu país atravessou em 2008.

O chefe de Estado fez a declaração durante visita oficial a Montevidéu.

Em agosto do ano passado, Morales, que enfrenta forte oposição de alguns setores sociais bolivianos, notadamente da elite política da região de Santa Cruz, passou por um referendo que o ratificou na presidência do país.

Morales expressou seu “agradecimento” à administração do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez e disse que, nos “momentos difíceis” que viveu como mandatário da Bolívia, teve respaldo “permanente” do governo e do povo uruguaio.

Ele ressaltou que a crise que seu país passou no ano passado ainda não terminou, mas está começando a ficar para trás.

A breve estadia do chefe de Estado boliviano, incluiu diálogos com Vázquez assim como reuniões com membros do Parlamento e da administração municipal de Montevidéu.

Ao desembarcar no país, Morales foi recebido pelo chanceler uruguaio Gonzalo Fernández e se reuniu em seguida com o vice-presidente do país Rodolfo Nin Novoa.

Após a rápida visita à Assembleia Legislativa, Novoa especificou que falou com Morales sobre a situação internacional e sobre a crise em Honduras desencadeada pelo golpe de Estado do último dia 28 de junho.

Os dois também trataram sobre a queda dos preços e a demanda da Bolívia para utilizar portos uruguaios a fim de escoar sua produção.

Com agências

 

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Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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