Ministros completam documentos para cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados

Com várias horas de antecipação em relação à agenda prevista, os ministros de Assuntos Exteriores do Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal) completaram hoje o documento que será considerado na cúpula que começa amanhã.

“A reunião deveria ter durado dois dias (quatro sessões), mas houve um acordo completo de pontos de vista dos membros, e realizamos só três sessões, duas ontem e uma hoje”, anunciou o ministro de Assuntos Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit.

Os representantes estavam convocados para preparar a 15ª Cúpula do Noal, que acontecerá nesta cidade turística do extremo sul da Península do Sinai. A anterior reunião presidencial aconteceu há há três anos, em Cuba.

O ministro egípcio, em entrevista coletiva, comentou que os representantes dos 118 países que formam o Noal tinham alcançado um acordo sobre as minutas que serão apresentadas perante a cúpula antes do previsto.

O chefe da diplomacia egípcia ressaltou que a minuta das resoluções finais “tem cerca de 100 páginas com 500 parágrafos, que incluem todas as questões que afetam o ser humano”, econômicas, políticas, sociais e culturais.

Embora o texto inicial desse documento estudado pelos ministros desde ontem tinha sido entregue à imprensa, até o início desta tarde, não tinha sido distribuída a minuta que será analisada pelos chefes de Estado em suas sessões de amanhã e quinta-feira.

Gheit ressaltou que os ministros votaram a favor do projeto de declaração final da cúpula, que em três páginas faz uma chamada ao multilateralismo, ao desarmamento nuclear, à autodeterminação dos povos, ao avanço à paz, à defesa dos direitos humanos e à democracia, e à resolução da crise econômica e da questão palestina.

Além disso, segundo antecipou Aboul Gheit, os chanceleres do Noal propuseram que o dia 18 de julho seja declarado o Dia Internacional de Nelson Mandela, que foi o primeiro presidente negro da África do Sul.

Além disso, a rede catariana Al Jazira informou que, entre as decisões adotadas hoje pelos ministros, está a decisão de rejeitar qualquer ação armada contra o Irã, em represália por seu empenho em desenvolver um programa nuclear que gera suspeitas no Ocidente.

O canal de televisão também disse que os ministros, em sua reunião preparatória, mostraram sua oposição à decisão de um bloqueio contra o Irã semelhante ao que os Estados Unidos impôs contra Cuba.

Não há uma lista detalhada sobre os chefes de Estado que estarão presentes na cúpula que começará amanhã, mas Gheit disse que serão “cerca de 55”.

Com agências

 

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Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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