EUA encerram atividade na base militar de Manta sexta-feira

O ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, informou que os Estados Unidos encerrarão suas atividades e operações aéreas na base militar de Manta, oeste do país, na próxima sexta-feira.

As instalações serão devolvidas às Forças Armadas equatorianas em setembro.

“Há um primeiro momento que se cumpre no dia 17 de julho [sexta-feira], quando as operações devem ser paralisadas”, explicou o ministro, em uma entrevista concedida nessa segunda-feira à emissora Gama TV.

Já o chanceler Fander Falconí recordou que a devolução da base obedece ao que é determinado pela atual Constituição do Equador, aprovada em referendo no ano passado.

“O governo respeita o mandato constitucional [que proíbe a cessão de bases localizadas em território nacional a forças militares estrangeiras] e recupera a soberania na base de Manta”, enfatizou.

A embaixada dos Estados Unidos em Quito confirmou que na sexta-feira será realizada em Manta uma cerimônia para receber o voo que levará ao local a última missão norte-americana.

Posteriormente, haverá apenas o transporte das equipes que trabalham na base. Segundo Falconí, os procedimentos para a retirada dos agentes serão realizados até 18 de setembro.

“Há um processo de diálogo e estamos definindo os detalhes para receber a base. Vamos receber apenas as instalações. Os norte-americanos levarão tudo, e teremos de decidir qual será o destino desta base”, explicou Ponce.

O ministro indicou que uma das possibilidades é converter o local em um aeroporto civil, aproveitando parte da infraestrutura já existente.

“A ideia é ampliá-la em um segundo momento”, disse.

Atualmente, uma comissão criada pelo Legislativo equatoriano investiga denúncias de que oficiais norte-americanos que trabalhavam em Manta teriam praticado abusos e violações dos direitos humanos contra a população local.

Ponce garantiu que o governo acompanha este trabalho e descartou qualquer motivação política.

“Estas denúncias vêm de um longo tempo, não é algo que descobrimos por razões políticas, e sim denúncias que já existiam”, ressaltou.

Com agências

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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