Lula: G-20 tem autoridade para concentrar discussões sobre crise mundial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender que o G-20 concentre todas as discussões sobre a atual crise financeira internacional. Para Lula, o grupo de países em desenvolvimento tem “autoridade moral” para isso, uma vez que representa quase 80% da riqueza mundial.

“Poderemos criar outros grupos pra discutir outros assuntos. Para cada assunto você reúne quem você quiser, agora, na questão econômica, precisamos definir que o G-20 é que tem que decidir as regras que vão controlar o sistema financeiro e vai reger a economia mundial daqui pra frente”, disse, durante o programa semanal Café com o Presidente.

Lula lembrou ainda que o mundo não se constitui apenas dos países-membros do G-20 e que países menores também devem ter espaço para participar. Ele defendeu que a Organização das Nações Unidas (ONU) seja uma “referência” para envolver países pequenos nas discussões.

“Se um país de 1,3 bilhão de habitantes, como a China, tem responsabilidade, e uma ilha de 300 mil habitantes também tem. Ninguém pode querer ter a hegemonia de achar que determinados grupos de países são os que decidem”, comentou.

Para ele, o cenário é de “otimismo” em relação à próxima reunião do G-20, marcada para setembro. Ele destacou, entretanto, que as decisões já tomadas pelo grupo – como injetar dinheiro no Fundo Monetário Internacional (FMI) e discutir a Rodada Doha – levam tempo.

Mudanças climáticas

Ao comentar as discussões sobre questões climáticas na última reunião do G-8, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que há “uma consciência coletiva de que o problema é grave”. Para Lula, houve avanço no tema, uma vez que os países desenvolvidos “estão dispostos a discutir pontos que antes não discutiam”.

No programa Café com o Presidente, ele destacou a importância de a ONU elaborar um relatório que responsabilize cada país pela quantidade de emissão de gases de efeito estufa, por exemplo. Lula criticou ainda a criação de fundos para valorizar o seqüestro de carbono.

“Os países ricos, que têm dinheiro, vão pagar para os países pobres plantarem mais florestas para fazer seqüestro de carbono, enquanto eles vão continuar poluindo. Esse acordo tem que ser de dupla mão”, disse. De acordo com o presidente, o tema chegou a ser discutido durante a reunião, mas não houve conclusão por conta de divergências entre países membros do G-5 e do G-8.

A informação é da Agência Brasil

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Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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