Petrobras emite comunicado sobre “poço seco” em Santos

A Petrobras emitiu um comunicado a respeito do Bloco BM-S-22, na Bacia de Santos, explorado pelo consórcio de Exxon Mobil (40% e operadora do bloco), Hess Corporation (40%) e Petrobras (20%).

A americana Hess informou na terça-feira que não havia encontrado petróleo ou gás no poço e que declararia os investimentos feitos para a exploração como prejuízo em seu balanço.

A estatal brasileira destacou que, segundo cláusulas dos contratos do Consórcio e cláusula do contrato de concessão assinado pelo consórcio junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP), somente o operador da área, no caso a Exxon, pode comunicar eventos, tais como o resultado de perfuração de poços, ao ente regulador, assim como ao mercado em geral.

Segundo a Petrobras, o consórcio comunicou à ANP, por meio da Exxon, a conclusão da perfuração do segundo poço na área do BM-S-22.

Porém, como não foi detectado indícios de óleo, não teria sido necessário enviar nenhuma comunicação adicional à ANP, conforme determina a legislação vigente e nem ao mercado.

A Petrobras diz, na nota, que “é importante ressaltar que, em toda atividade exploratória do petróleo, existe o risco do poço ser seco (não se encontrar hidrocarbonetos em quantidade adequada à comercialização)”.

Segundo o comunicado, também enviado à imprensa, “um poço seco, portanto, é algo recorrente da indústria do petróleo e não fato extraordinário”.

Adicionalmente, segundo a Petrobras, o resultado de um poço seco não torna conclusiva a comercialidade do bloco.

Por fim, a estatal informa que, no caso do pré-sal, os seis blocos operados pela companhia na Bacia de Santos apresentaram índice de sucesso de 100%.

“É entendimento da Petrobras de que são improváveis as ocorrências de poços secos, fora dos padrões normais da indústria de petróleo, nessa área do pré-sal da Bacia de Santos, devido ao conhecimento dos modelos geológicos, da quantidade de dados sísmicos e do número de poços já perfurados com sucesso”, encerra a primeira parte nota.

No fim, a Petrobras destaca que o desempenho de suas ações pode estar está relacionado a diversos fatores, como o “desempenho da economia brasileira e mundial, taxa de câmbio, desempenho operacional e financeiro da companhia, dentre tantos outros”, além do preço do petróleo.

A empresa destaca que os rpeços da matéria-prima caíram mais do que suas ações no período em que foram divulgadas as reportagens.

A informação é do portal O Globo

 

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Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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