Chávez diz que povo decidirá futuro de Honduras

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltará a seu país por qualquer via e será “o povo” quem decidirá o futuro de Honduras.

“Zelaya vai entrar, está resolvido a entrar, não sei por onde, se por água, por ar, mas Zelaya vai entrar em Honduras”, disse ele.

As reuniões na Costa Rica entre o presidente de Honduras e o governo fascista e golpista instalado nesse país abrem a porta para golpes de Estado na América Latina, disse o presidente venezuelano, citando o líder cubano Fidel Castro.

“Fidel (Castro), por exemplo, disse algo que é muito certo. ‘Essa reunião na Costa Rica está abrindo a porta para uma onda de golpes de Estado que caminham para a América Latina'”, citou o presidente.

Ele afirmou que as oligarquias atacam a Alternativa Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba, na sigla em espanhol), pelo lado mais fraco (Honduras) e logo lutará contra os governos da Guatemala, Nicarágua, Bolívia e até Venezuela.

“Agora é Chávez, o fantasma de Chávez que tem andado por todas as partes”, disse, referindo ao fato de ser ele ser o mais caluniado pela direita.

O presidente também assegurou que tem provas de que pode haver um golpe de Estado na Guatemala dentro de um mês.

Chávez entrou em contato com o chefe da diplomacia para a América Latina do departamento de Estado, Thomas Shannon, para tratar da crise política em Honduras.

“O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, telefonou ao chefe da diplomacia para a América Latina do departamento de Estado, Thomas Shannon, na tarde de (quinta) 9 de julho, para conversar sobre a atual situação em Honduras e sobre as negociações mediadas pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias”, assinalou um porta-voz do departamento de Estado.

Os Estados Unidos qualificaram de “prematura” a afirmação de Chávez, de que o diálogo entre o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o novo governo de Roberto Micheletti estivesse morto antes de começar.

“Obviamente esta afirmação é prematura. Há uma negociação em andamento e essa é, como disse a secretária de Estado Hillary Clinton, a melhor via para resolver a solução pacificamente e ajudar Honduras a voltar à ordem democrática constitucional”, disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Philip Crowley.

Chávez pediu ao presidente americano, Barack Obama, que reconsidere “o gravíssimo erro” de Hillary, de promover um diálogo que favoreça Micheletti.

O diálogo, afirmou, está “sepultado, já estava morto antes de começar” e foi abortado pelo Governo dos EUA, embora fique “alguma chama acesa”.

“É difícil saber o que o presidente Chávez apoia e rejeita. Acho que em várias ocasiões o governo venezuelano apoiou um processo de retorno do presidente Zelaya”, afirmou Crowley.

Com agências

 

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Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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