Araguaia: Jobim anuncia comitê e tenta justificar recusa do nome de Flávio Dino (PCdoB-MA)

O Ministério da Defesa criou um comitê para supervisionar o trabalho de busca da história da Guerrilha do Araguaia sem a participação de parentes dos mortos e desaparecidos na região.

A informação foi dada nesta quinta-feira pelo ministro Nelson Jobim, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Jobim alegou que a participação dos parentes tem um impedimento legal: o fato de que as famílias são parte na ação que condenou a União a realizar as buscas de corpos na região do Araguaia.

“Não é possível a participação dos familiares, porque eles são parte da ação. Por isso, não aceitei a sugestão do ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos da Presidência da República)”, disse o ministro na audiência. “O Ministério Público, que ainda dará parecer no processo, também não pode participar das buscas.”

Ele informou que chegou a convidar parentes e integrantes da Comissão de Mortos e Desaparecidos órgão ligado à Secretaria Especial de Direitos Humanos para participar do grupo de trabalho na condição de observadores independentes.

Na nota, divulgada há um mês, a Comissão dos Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos critica a falta de participação nas buscas e contesta a participação do Exército.

O Comitê Interinstitucional Supervisor, além de acompanhar os trabalhos técnicos, poderá também propor diligências, coletar depoimentos e receber informações sobre o Araguaia. Presidido pelo ministro da Defesa, o comitê contará também com a participação do ministro Vannuchi.

O Ministério da Defesa convidou ainda para compor o comitê o ex-ministro da Justiça José Gregori, que criou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos; o ex-procurador geral da República Cláudio Fonteles, além de jornalistas com trabalhos publicados sobre o assunto.

“Tenho resistência a aceitar um deputado que esteja no cargo para que essa questão não vire uma questão política. Já estive nessa Casa e sei como as coisas funcionam”, disse Jobim, justificando o fato de ter recusado o nome do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), anteriormente indicado pelo partido para participar do trabalho.

A informação é da Agência Brasil

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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