Empresa Brasil de Comunicação (EBC) faz audiência pública e recebe sugestões

A audiência pública sobre a TV Brasil realizada em Brasília recebeu sugestões sobre a programação da emissora.

O ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, considerou a audiência “extremamente produtiva”.

Avaliação semelhante fez a presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Tereza Cruvinel.

“A sociedade veio, disse o que pensa deu sugestões e fez críticas, estamos aqui para fazer o que a sociedade deseja. A TV pública fica mais pública cada vez que a sociedade vem”, afirmou.

A diretora de cinema Tetê Moraes representou a Associação Brasileira de Cineastas (Abraci) e considerou ainda “tímida” a parceria do canal com as produções cinematográficas.

Ela defende que a TV pública tenha contratos de pré-compra e participe do financiamento das produções, além de ter “mecanismos administrativos mais simplificados” para estabelecer parcerias.

Já a organização Intervozes (Coletivo Brasil de Comunicação Social) manifestou preocupação com o funcionamento da TV Brasil e da EBC e as fontes de financiamento.

“Não há como garantir uma programação de qualidade, o funcionamento de um parque transmissor que faça com que o sinal chegue à população, se não houver recurso necessário para isso. Comunicação é um tipo de atividade que demanda alto grau de investimento”, explicou Jonas Valente, integrante do Intervozes, que assistiu à audiência.

O presidente do Conselho Curador da EBC, Luiz Gonzaga Belluzo, defendeu a vinculação de recursos.

“A vinculação dos recursos dá autonomia à TV Pública”, disse.

Para ele, a programação deve ser “diversificada culturalmente” e com “conteúdos regionais”.

Belluzo disse que a TV pública “tem que se ater a essa programação resistindo a tentação de ter audiência a qualquer preço”.

O professor Murilo César Ramos, da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), que acompanhou a audiência pública da TV Brasil, avalia que o evento “começou um processo para que daqui alguns anos haja maior mobilização em torno da TV pública”.

Esta foi a primeira vez que um canal de televisão no Brasil promoveu uma audiência para ouvir a sociedade.

“A discussão sobre comunicação, televisão, rádio, novas mídias é uma discussão interditada. Ela não sai em veículos que não seja a própria TV Brasil, eventualmente na TV Câmara ou na TV Senado”, disse o professor.

A informação é da Agência Brasil

 

Anúncios

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
Esse post foi publicado em mídia, Política e marcado , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s