Bolívia iniciará plano petrolífero de US$ 794 mi na Amazônia

A petrolífera estatal boliviana YPFB e a companhia local GTLI iniciarão na próxima semana um plano de exploração de US$ 794 milhões com o qual o governo prevê elevar significativamente a produção de petróleo e gás, disse nesta sexta-feira o ministro de Hidrocarbonetos.

Oscar Coca disse que o projeto se somará ao esforço boliviano de localizar e explorar reservas de petróleo e gás em regiões de selva ao norte de La Paz, a mais de mil quilômetros dos gigantes campos de gás no Chaco.

“O trabalho petrolífero não foi freado em nenhum momento, apesar das muitas dificuldades”, afirmou Coca, que assegurou que as operações da sociedade YPFB-GTLI serão impulsionadas quando o presidente Evo Morales promulgar lei aprovada na quarta-feira pelo Congresso, que confirmou um contrato assinado no ano passado.

O investimento no norte amazônico foi anunciado como resposta às críticas da oposição conservadora pela demora na execução de projetos milionários anunciados por Morales, que nacionalizou a indústria petrolífera em 2006 mas não incrementou a produção de petróleo e gás.

Coca disse que os US$ 794 milhões serão investidos como capital de risco pela empresa privada GTLI, mas não precisou a fonte de financiamento, sugerindo apenas que poderia ser o grupo indígena Jindal, com o qual a pequena empresa petrolífera privada boliviana se associou para outros projetos.

Jindal iniciou há poucas semanas o desenvolvimento do projeto El Mutún, na fronteira com o Brasil, no qual prevê investir até US$ 2,1 bilhões em 10 anos.

Aumento de produção

O ministro indicou que a sociedade YPFB-GTLI destinará à maior parte de seu investimento de risco ao norte amazônico, perto da área onde a Patroandina, uma aliança entre YPFB e a estatal venezuelana PDVSA, realiza atualmente um projeto de exploração de cerca de US$ 800 milhões.

“Temos grandes esperanças nestes projetos, pelos dados disponíveis de trabalhos prévios de exploração e porque se tratam de formações muito similares à da Camisea no Peru”, precisou.

O ministro acrescentou que o governo confia que estes projetos darão a Bolívia a possibilidade de ampliar significativamente sua produção de gás natural, que é de pouco mais de 40 milhões de metros cúbicos diários, e triplicar a de petróleo, atualmente estancada em apenas 40.000 barris por dia.

A Bolívia tem a segunda maior reserva de gás na América do Sul, atrás apenas da Venezuela.

O país exporta para a Argentina e o Brasil mais de três quartos de sua produção de gás.

A Bolívia anunciou planos para duplicar sua oferta de gás em cinco anos, mediante acordos com gigantes que já operam no país, como a brasileira Petrobras, a espanhola Repsol-YPF e a francesa Total.

As exportações de gás natural da Bolívia chegaram em 2008 a US$ 3,132 bilhões, quase a metade das exportações totais do país, que somaram um recorde de US$ 6,836 bilhões este ano.

Com agências

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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