Busca por ossadas no Araguaia pode durar mais que o planejado, diz Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quinta-feira (9), durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados, que as buscas pelas ossadas de guerrilheiros e militares mortos durante o regime militar na região do Araguaia podem demorar mais do que o previsto inicialmente. 

O ministro apresentou aos parlamentares os membros do grupo de trabalho que vai a campo em busca das ossadas e o cronograma das ações planejadas pelo Ministério da Defesa.

Até o final deste mês, o grupo formado por geólogos, pesquisadores, jornalistas, juízes, representes institucionais do Pará e do Distrito Federal, peritos criminais, médicos, odontólogos e militares, que cuidarão da logística da missão, deve concluir a fase de reconhecimento das áreas onde pode haver cadáveres.

Pelo cronograma apresentado por Jobim, o trabalho de campo com escavações começa em agosto e termina em outubro.

E, a partir de novembro, começariam as atividades laboratoriais para identificar as ossadas que forem encontradas.

Contudo, Jobim alertou que esse cronograma pode mudar.

“Esses prazos são elásticos, porque o resultado pode determinar mudanças no escopo inicial. A única coisa definida que temos é o início dos trabalhos”, explicou o ministro.

Jobim afirmou ainda que não é possível que familiares dos mortos participem da buscas, como pediu o ministro da Secretaria Especial de Recursos Humanos, Paulo Vannuchi. “Não é possível a participação dos familiares, porque eles são parte da ação [que determinou a busca de corpos na região do Araguaia]. Por isso, não aceitei a sugestão do ministro Paulo Vannuchi. Assim como o Ministério Público, que ainda dará parecer no processo, também não pode participar das buscas”, argumentou.

Jobim disse também que pediu a Advocacia Geral da União (AGU) que solicitasse à 1a Vara da Justiça Federal do Distrito Federal que tome o depoimento do major Sebastião Curió Rodrigues de Moura.

“Eu tinha duas alternativas: convidar ele para ir ao Ministério da Defesa e conseguir informações ou solicitar que a AGU pedisse a audiência do major Curió em juízo. A AGU está providenciando requerimento à juíza da execução para tomar depoimento do major Curió. Se no depoimento ele fizer referência aos documentos ela solicitará esses documentos”, explicou o ministro.

O ministro disse ainda que há outros militares da época dispostos a falar e que ele está estudando uma forma de ajudar nisso e que o mais provável é que eles sejam encaminhados para depoimento em juízo.

Com agências

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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