Mantega anuncia criação líquida de 500 mil a 700 mil empregos em 2009

O Brasil deve apresentar uma criação líquida de 500 mil a 700 mil empregos formais em 2009, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Apesar do tom positivo empregado, a previsão — se concretizada — significa que o país passará o ano todo para recuperar as cerca de 680 mil vagas de trabalho formais fechadas em novembro e dezembro do ano passado.

O ministro referiu-se à geração de postos de trabalho com carteira assinada computada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. ”No ano passado criamos 1,6 milhão de empregos. Este ano será um pouco menos, mas, mesmo assim, haverá geração de postos (formais) de trabalho”, disse.

Durante cerimônia de posse do novo presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, Mantega fez um balanço da conjuntura econômica nacional e das ações de políticas fiscal e monetária anticíclicas que o governo adotou para atenuar os efeitos da recessão mundial sobre o país.

Ele ressaltou que a ação dos bancos públicos está sendo fundamental para restabelecer a normalidade da concessão de crédito e lembrou que tais instituições apresentaram um avanço de 20% na liberação de financiamentos, em relação a setembro do ano passado, mês que marcou o início da fase mais turbulenta da crise, enquanto os bancos privados mostraram incremento menor, próximo a 2%.

Expansão

O ministro afirmou ainda que, devido à liberação de R$ 100 bilhões de depósitos compulsórios (parte dos recursos captados pelos bancos junto aos clientes que têm de ser recolhidos ao Banco Central) para bancos comerciais, redução da taxa básica de juros, Selic, desde janeiro deste ano e incentivos fiscais para aumentar a demanda agregada, como a redução de impostos para compra de carros, produtos de linha branca (fogão, geladeira e lavadora) e material de construção, os estoques das fábricas ”já foram consumidos”.  

”O segundo semestre será melhor que o primeiro. No último trimestre (deste ano) poderemos ter uma expansão de 3% a 4% do PIB (Produto Interno Bruto, em relação ao mesmo período do ano passado) como prevê boa parte dos analistas”. O ministro ressaltou que, em 2009, o país pode registrar uma leve expansão.

Com agências

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Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
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