Para Cuba, reação de Obama a golpe em Honduras foi obscura

O jornal cubano Juventud Rebelde disse que o governo norte-americano usou uma “linguagem confusa” em relação ao golpe militar do último domingo em Honduras.

Um artigo da publicação, editada pela União de Jovens Comunistas, classifica como “imprecisas e obscuras” as primeiras reações de Washington ao sequestro e à deportação do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

“Os Estados Unidos continuam respondendo, mas ainda com seu estilo ‘cachumbambé’ (altos e baixos). O Pentágono, que sempre manteve uma relação muito estreita com as Forças Armadas hondurenhas, decidiu suspender sua cooperação com esse poder, mas até o momento tenta-se adiar as operações militares conjuntas”, acrescenta o texto.

Segundo o Juventud Rebelde, o anúncio pode ter alegrado os que denunciam a presença de tropas americanas na América Latina, mas “vem acompanhado de palavras mentirosas que não dão firmeza à posição do império”.

Em seguida, o artigo diz que o porta-voz do Departamento de Defesa americano, Bryan Whitman, declarou:

“Continuamos monitorando a situação e vamos responder de acordo com o desenrolar dos fatos”.

“Como se tudo não estivesse claro! O que a Casa Branca está esperando? Por acaso não é suficiente um povo reivindicar incansavelmente seu presidente? Ou (os EUA) pensam em continuar com sua presença militar quando finalmente acabarem de aceitar, às claras, o vigarista Roberto Micheletti?”, questiona o texto.

“O que acontece em Honduras cai como uma luva para os EUA, porque o levante busca minar o processo de integração e unidade de uma América Latina com a qual a potência hegemônica do Norte teria muitas dificuldades de convivência”, afirma.

“Então não fiquemos assustados pelo fato de a Casa Branca continuar usando sua linguagem tão confusa (…). E o objetivo continua sendo um: legitimar a força, a violência e a inconstitucionalidade”, diz o Juventud Rebelde.

Na segunda-feira, o presidente de Cuba, general Raúl Castro, pediu que Obama apoie Zelaya “com fatos, não palavras”.

Com agências

 

Sobre Osvaldo Bertolino

Jornalista, natural de Maringá — Noroeste do Paraná.
Esse post foi publicado em América Latina, Cuba e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s