
A mídia dança conforme o carnaval.
Hoje no mundo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a República Popular Democrática da Coréia (RPDC) servem para todo tipo de campanha a favor das “maravilhas” da direita e das “desgraças” da esquerda.
Tudo bem, cada um tem o direito de ver maravilhas e desgraças onde quer ver.
Mas em se tratando de quem pretende passar informação, o mínimo que se exige é uma certa lógica a respeito do que se fala.
Se não for assim, vira panfleto — como se estivesse vendendo produtos de supermercado ou de imobiliária.
A mídia divulga as “notícias” sobre as Farc e a RPDC vendendo ideologia barata.
Ela sempre parte do princípio de que os revolucionários da Colômbia são criminosos.
E, a partir disso, que eles nadam em dinheiro.
Financiaram a campanha de Rafael Correa e financiam a resistência de Manuel Zelaya, abastecem a Venezuela de dólares — e drogas — e ajudam grupos rebeldes da região.
Já a RPDC virou um antro da perdição.
Nos últimos dias, a mídia divulgou que até quem distribui Bíblia no país vai para o xilindró.
Isso sem falar que as mulheres estão proibidas de usar calça.
Por que, ninguém disse.