Há algumas pessoas que, mesmo de longe, é possível ver o seu caráter.
Gente boa parece que tem uma aura que faz ela se projetar mesmo no meio de uma multidão.
Na política, no sindicalismo, no meio artístico e no futebol é muito fácil a pessoa se deixar levar pela vaidade, pela veleidade, pela falta de caráter.
Ficam arrogantes, autoritárias, donas da verdade.
Por isso, as pessoas de caráter precisam ser valorizadas.
É o caso de Maurício Molina, que está deixando o Santos para jogar na Coréia do Sul.
Além de ser um craque, é um grande caráter.
Ele se despediu no sábado de seus companheiros e dos funcionários do Santos.
O meio-de-campo aproveitou seu último treinamento para fazer brincadeiras com os companheiros e curtir os últimos momentos de Santos.
Ele viaja neste domingo para a Coréia do Sul. Ele assinou contrato de duas temporadas com a equipe coreana.
Emocionado ao falar sobre a sua saída do Peixe, Molina chegou a chorar.
Ele disse que deixa o clube sonhando com um possível retorno.
Nem que seja para torcer fora das quatro linhas.
“Acho que deixo as portas abertas. Tenho amizade com todo mundo aqui no clube. Tomara que eu possa voltar algum dia, se não para jogar, mas para seguir o Santos. Meu coração vai ficar aqui. O Santos ganhou um torcedor”, disse, em lágrimas, o jogador.
Molina acredita que a passagem pelo Brasil ajudou a fortalecer a sua carreira.
Ele se destacou principalmente durante a Libertadores de 2008, quando marcou seis gols em dez partida disputadas.
Naquela competição, o meia ganhou o respeito da torcida por atuar com sangramento no nariz na partida contra o Cucuta Deportivo (Colômbia).
“Tenho de agradecer a torcida que sempre me ajudou muito. Eles sempre me deram carinho, não apenas no campo, mas também pelas ruas. A verdade é que as lembranças serão sempre as melhores. Vou continuar torcendo por esse clube. A parte financeira pesou na negociação, pois vou poder ficar tranquilo com a minha família”. afimou.
“Minha família está bem adaptada aqui e por isso é muito difícil ir para a Coréia. Ainda mais para o meu filho, que tem uma relação muito boa com cidade (emocionado, o jogador para de falar)”, disse.
“Tinha o objetivo de ser o estrangeiro com mais gols pelo Santos (com 17 gols, Molina não superou o argentino Etchevarrieta, com 20). Não consegui, mas também porque estou saindo”, lembrou.