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Banco é condenado por assédio sexual

17/07/2009 · Deixe um comentário

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Mato Grosso aumentou de cerca de 37 mil para 80 mil reais o valor da indenização por dano moral que um banco deverá pagar a sua ex-funcionária.

O banco foi acusado de forçar a trabalhadora a se insinuar para os clientes, usando roupas sensuais e até a participar de “happy hour” para facilitar a aproximação e consequente realização de negócios.

O processo é originário da 3ª Vara de Cuiabá, onde a juíza Rafaela Barros Pantarroto havia condenado a empresa a indenizar a bancária.

A decisão fora baseada no depoimento de testemunhas que acusaram a gerente da agência de assediar as funcionárias com apelos e ordens para que se insinuassem para os clientes visando aumentar o faturamento da empresa.

A trabalhadora apelou ao Tribunal, buscando aumentar o valor da condenação.

O banco também entrou com recurso pedindo a reforma da sentença para isentá-lo de pagar a indenização, ou diminuir o valor imposto pela juíza.

No entanto, o apelo da empresa não foi acolhido.

O relator do recurso, desembargador Edson Bueno, entendeu que podia-se concluir, a partir das provas orais produzidas, que a bancária de fato sofreu dano moral, pois teve “violada sua intimidade, sua vida privada e sua honra ao ser obrigada a usar roupas curtas e a se insinuar para clientes masculinos a fim de não perder o seu emprego”, assentou em seu voto.

Ao apreciar o pedido para aumentar o valor da indenização, o relator elevou o valor da condenação para 80 mil reais, considerando o porte da instituição bancária e o grau da ofensa sofrida pela trabalhadora.

A informação é de Raquel Ferreira, na Gazeta Digital

 

Categorias: Assédio Moral · sindicalismo · trabalhadores
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