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Sarney, o PT e a mídia cágada

02/07/2009 · 6 Comentários

Confesso que inconscientemente me afastei completamente do noticiário sobre a crise envolvendo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Não sei dizer o que se passa naquela Casa com precisão.

A ojeriza à mídia golpista — que me causa alergia tanto quanto camarão, que por duas vezes já me levou ao hospital às pressas — decorre das suas recorrentes trovoadas de palanque.

Até pretensos programas humorísticos, com lampejos de idiotices, tiram lasquinhas tal qual urubus que farejam carniça.

Os titubeios do PT, que parece ter balançado mais uma vez diante das bravatas da direita, me chamaram a atenção para o caso.

Do que vi até agora, posso dizer o seguinte:

Mais uma vez fica fácil entender que o vazio de propostas da direita é preenchido com adjetivos fortes atribuídos aos apoioadores do governo Lula.

Assim como no “mensalão” e o “caso Renan Calheiros”, o julgamento paralelo dos justiceiros da mídia não deixa nenhuma dúvida sobre mais uma manifestação da índole golpista da direita.

No caso do “mensalão”, o que mais se ouviu ou leu é que o STF tomou uma decisão histórica — com ênfase no “tó” — e que a transformação dos denunciados em réus — com ênfase no “ré” — mostra que as “instituições” funcionam.

Provas, fundamentos, lógica?

Esqueça!

A mídia torpe e golpista não está aí para isso.

O mesmo ocorre agora.

As distorções, as deficiências e os problemas apontados podem até existirem.

Mas o que é mostrado para efetivamente mudar a situação?

Nada.

Até porque os “políticos” — como a mídia gosta de rotular — são infinitamente melhores do que os mandantes da “grande imprensa”.

Os “políticos” mais sujos são exatamente aqueles representados pela mídia — ou seja, os de direita.

A verdade é que um mínimo de seriedade ao analisar o ocorrido revela que a mídia é ágil em casos que são do seu interesse politiqueiro e cágada — a sílaba tônica fica a seu critério — em outros.

Estranha que o PT não compreenda isso com clareza.

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