O governo da Colômbia garantiu que o equatoriano Franklin Aisalla, morto no dia 1º de março de 2008, foi vítima da chacina perpetrada pelas Forças Armadas do país contra um acampamento de guerrilheiros no Equador.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Bogotá, o boletim do Instituto Nacional de Medicina Legal sobre a morte de Aisalla “não dá margem a interpretações”.
“O relatório aponta como causa da morte lesões [causadas] por elementos explosivos e penetrantes, que comprometeram severamente o crânio e as estruturas encefálicas”, diz uma nota da Chancelaria.
“A necropsia feita pelo Instituto Nacional de Medicina Legal segue estritamente as normas internacionais”, prossegue o texto.
O documento foi divulgado depois que o Equador levou uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) na qual afirma que Aisalla pode ter sido torturado e agredido antes de falecer, o que configuraria uma violação dos direitos humanos.
A chacina de março culminou na morte de 26 pessoas.
O episódio também custou o rompimento das relações diplomáticas entre Quito e Bogotá, que ainda não foram restabelecidas.
Com agências
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