
O líder revolucionário cubano Fidel Castro comentou o discurso de posse do novo presidente de El Salvador, Mauricio Funes, em cerimônia que contou com a presença de Hillary Clinton e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o texto de Fidel Castro, quando Funes anunciou o restabelecimento imediato das relações diplomáticas entre El Salvador e Cuba, “um ensurdecedor aplauso explodiu naquela sala, como não ocorreu em nenhum outro momento de seu discurso”.
“Previamente, o orador (…) cometeu o erro de cumprimentar Hillary Clinton, que ocupa o cargo de secretária de Estado, antes inclusive do que Lula, presidente do gigante sul-americano, ali presente entre um grupo de presidentes de nossa região”, escreve Fidel Castro.
“Antes do fim do prolongado aplauso a Cuba — o que a senhora Clinton talvez tenha lastimado —, o orador tomou a palavra e mencionou de novo os EUA, com a melhor intenção do mundo. No entanto, muito poucos naquele grande sala aplaudiram esse país”, acrescenta o artigo.
“Em determinadas circunstâncias, não só as palavras falam por si mesmas, mas também os aplausos e os silêncios”, conclui Fidel.
Ele disse também no artigo que considerou como “humilhante e prepotente” a “advertência” do governo dos Estados Unidos de que só haverá um diálogo aberto com Havana quando a ilha promover mudanças sobre “direitos humanos” e movimentos rumo à “democracia”.
Em um novo artigo, Fidel comenta notícias de agências internacionais que citam um representante do governo norte-americano o qual anunciou na sexta-feira que Cuba aceitou reabrir as negociações bilaterais sobre migração e o envio direto de correspondências.
Entretanto, isso até agora não foi confirmado ou publicado na ilha revolucionária.
O revolucionário cubano também lembra que a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que o governo do presidente dos EUA, Barack Obama, estava “satisfeito em retomar as conversas com Havana sobre esses assuntos”.
Entretanto, Fidel considera que houve “um incidente diplomático” devido à “advertência” dos norte-americanos de que “haverá um diálogo aberto assim que haja (em Cuba) mudanças sobre direitos humanos e movimentos rumo à democracia”.
“Qual é a ‘democracia’ e os ‘direitos humanos’ que os EUA defendem? Era realmente necessário lançar essa humilhante e prepotente advertência?”, pergunta.
A esfuziante e sempre arrogante secretária de Estado Hillary Clinton disse que Cuba deve ter uma “transição política” como a vivida por El Salvador.
“Nós acreditamos que há uma oportunidade para que Cuba tenha maior participação (em organismos internacionais), mas ao mesmo tempo queremos ver uma transição pacífica como a que vimos nesta segunda-feira (em El Salvador), queremos que isso seja possível em Cuba”, disse o furacão Hillary.
“Queremos ver democracia, como a que vimos nesta segunda-feira, ao alcance do povo cubano”, provocou ao ser consultada sobre a possibilidade de Cuba voltar à Organização dos Estados Americanos (OEA).
A secretária de Estado assegurou que os Estados Unidos estão trabalhando com seus “amigos do hemisfério para ter um compromisso com a democracia, com os direitos humanos”.
Salvem as almas!
Com agências