
Cerca de 500 mil pessoas encheram as ruas de Seul nesta sexta-feira para o funeral do ex-presidente sul-coreano Roh Moo-hyun, cujo suicídio, seis dias atrás, levou desolação ao país.
A polícia enviou 21 mil homens para impedir manifestações de correligionários de Roh, que acusam a direita — liderada pelo presidente Lee Myung-bak — de terem levado o ex-líder à morte em razão de uma investigação sobre suborno.
Roh, de 62, morreu no dia 23 de maio após supostamente jogar-se de um penhasco atrás de sua casa na vila de Bongha, sul do país.
O suicídio abalou o país de 49 milhões de habitantes da Coreia do Sul.
Ele fez esforços para promover a democracia, lutar contra a corrupção e facilitar a reaproximação com a Coreia do Norte — iniciativas que a direita não tolera.
Roh “viveu uma vida inteiramente dedicada aos direitos humanos, à democracia e à luta contra o autoritarismo”, disse o primeiro-ministro Han Seung-soo.
“Nosso povo não vai esquecer o que você conquistou para o país e para as pessoas, apesar das dificuldades”, disse ele.
Com agências
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