
O jornalista Owen Matthews diz que reconstituiu a história de três gerações do líder revolucionário soviético Josef Stalin em A herança de Stalin, que chega às livrarias pela Editora Globo.
Embora o título tenha o nome do revolucionário, ele não aparece como protagonista, mas apenas como uma sombra sobre a história pessoal de cada um dos personagens ditos retratados.
O livro começa dizendo que faz um exame de uma pilha de papéis da burocracia soviética do período do líder revolucionário.
Logo o fel começa a escorrer e retrata o ressentimento de Matthews ao se deter na vida de uma pessoa em particular: Boris Lvovich, seu avô materno, considerado “dissidente” do partido.
Após a epopéia soviética comanda por Stalin durante a Segunda Guerra Mundial, o livro relata cartas apaixonadas trocadas entre Moscou e o Reino Unido pelos pais de Mathews.
Por fim, chega à fase da dissolução do socialismo, com a Rússia iniciando de maneira caótica o capitalismo neoliberal-mafioso, de um golpe só.
E é nesse momento que entra em cena a memória pessoal do autor.
As histórias, entretanto, não são colocadas no livro de maneira estanque – elas se entrecruzam e formam um painel direitista e faccioso das transformações pelas quais passou a União Soviética e depois a Rússia em meio século.

A herança de Stalin é mais um livro que procura atacar a história do líder revolucionário soviético — um personagem da história que até hoje assusta a direita mundial.
Por isso, ela não pára de caluniar o grande líder que dirigiu a heróica luta que salvou o mundo do nazi-fascismo.
É o medo do socialismo.