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Suposto criminoso nazista será julgado na Alemanha

13/05/2009 · Deixe um comentário

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Um suposto criminoso de guerra nazista, John Demjanjuk, hoje com 89 anos, chegou a Alemanha na terça-feira, após ser deportado dos EUA, para ser julgado. Demjanjuk, acusado de ter participado do massacre de cerca de 29 mil judeus enquanto era guarda no campo de concentração de Sobibor, na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial, foi detido pela polícia alemã logo após o vôo em que estava ter aterrissado no Aeroporto de Munique.

O suposto criminoso de guerra foi encaminhado à prisão de Stadelheim, onde será submetido a um exame médico que definirá seu estado de saúde.

De acordo com a Procuradoria dos EUA e o tribunal alemão que pediu sua deportação, Demjanjuk dirigia os judeus dos trens para as câmaras de gás no campo de concentração.

O acusado, que é ucraniano, nega as acusações e alega ter sido capturado pelos alemães em seu país, tendo sido mantido como prisioneiro de guerra pelo exército nazista.

Nº 1 na lista dos criminosos de guerra nazistas mais procurados do Centro Simon Wiesenthal, Demjanjuk nega ter envolvimento no Holocausto.

Ele afirma ter lutado nas fileiras do Exército Vermelho, da União Soviética, e ter sido capturado pelos alemães em 1941, que o teriam mantido como prisioneiro até 1944.

Antes de ser deportado, Demjanjuk recebeu a visita de filhos e netos nos EUA.

Desde seu indiciamento pelo tribunal alemão, ocorrido em março, Demjanjuk tentava não ser extraditado, sob a alegação de que sua saúde é muito frágil.

Na quinta-feira da semana passada, a Suprema Corte dos EUA rejeitou seu pedido para que a justiça dos EUA interviesse no caso.

Em abril, Demjanjuk chegou a ser retirado de casa por agentes federais dos EUA, mas foi concedida uma ordem judicial que suspendia sua deportação.

A autorização para a extradição foi assinada no início deste mês por três juízes de Ohio, para os quais o processo poderia seguir se os cuidados com a saúde do acusado fossem tomados.

Demjanjuk chegou aos EUA sete anos após o fim da Segunda Guerra, em 1952, como refugiado.

Fixando residência em Cleveland, Ohio, ele trabalhou em uma fábrica de automóveis. Quase quatro décadas depois, em 1988, ele foi extraditado e condenado à morte em Israel por crimes contra a humanidade, após um grupo de sobreviventes do Holocausto tê-lo identificado como “Ivan, o Terrível”, guarda do campo de concentração de Treblinka famoso por seu sadismo.

A decisão foi revogada em 1993 pela Suprema Corte israelense, para a qual existiam dúvidas sobre se Demjanjuk era mesmo um guarda de Treblinka.

O acusado voltou aos EUA.

Em 2002, um juiz de imigração norte-americano decidiu que existiam evidências suficientes de que Demjanjuk havia servido em campos de concentração nazistas e retirou sua cidadania.

Em 2005, outro juiz determinou sua deportação para a Alemanha, Polônia ou Ucrânia.

Em março último, ele foi indiciado por autoridades alemãs por sua suposta participação na morte de 29 mil pessoas em 1943.

Com agências

Categorias: Política · história
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