As centrais sindicais estiveram em reunião com ministros do governo na tarde da terça-feira e ouviram um reforço de que os pequenos poupadores não serão afetados com as mudanças previstas para a caderneta de poupança.
O governo não quis adiantar quando as medidas passarão a valer por temer que o anúncio de uma data aumente a especulação.
Segundo os sindicalistas, não foi mencionado durante a reunião como serão feitas as mudanças, mas o objetivo é diferenciar “pequenos poupadores dos especuladores”.
“O ministro disse que vai criar dificuldades para que os grandes investidores não se aproveitem das facilidades da poupança”, disse o presidente da UGT, Canindé Pegado.
“O alvo agora é diferenciar especuladores de poupadores”, descreveu o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jaci Afonso.
“O poupador brasileiro não será afetado na condição histórica de poupador”, completou o presidente da Força Sindical. Paulo Pereira.
Participaram da reunião os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento Econômico, Miguel Jorge, e da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, além de representantes dos bancos públicos.
Durante a reunião, as centrais cobraram medidas para evitar demissões provocadas pela crise econômica mundial.
Segundo o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira, os setores de máquinas e carnes começam a enfrentar problemas mais sérios para manter empregos.
As centrais defendem desonerações para manter postos, mas o governo sinalizou com ampliação em crédito.
No setor de máquinas, Paulo Pereira afirmou que o governo estuda desonerações no caso dos equipamentos agrícolas.
Em todo o setor, já teriam sido demitidas 15 mil pessoas nos últimos cinco meses. Sem medidas, o número poderá chegar a 50 mil, nos cálculos da Força Sindical.
“O nosso problema não é setor de máquinas agrícolas só. Todo o setor está com problemas”, disse.
Para ampliar as possibilidades de desonerar o setor, Paulo Pereira pretende conversar também com os estados. São Paulo, por exemplo, concentra 40% do setor de máquinas do país.
“Metade dos impostos do setor de máquinas é do governo dos estados. No governo federal, não tem mais IPI, a não ser para algumas máquinas. [...] Para garantir empregos, precisaríamos reduzir em pelo menos 20% os impostos para o setor de bens de capital”, contabilizou.
Outros setores afetados seriam o do aço, da carne e da tecnologia da informação.
Com agências
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