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Governo quer diferenciar “poupadores de especuladores”, dizem sindicalistas

13/05/2009 · Deixe um comentário

As centrais sindicais estiveram em reunião com ministros do governo na tarde da terça-feira e ouviram um reforço de que os pequenos poupadores não serão afetados com as mudanças previstas para a caderneta de poupança.

O governo não quis adiantar quando as medidas passarão a valer por temer que o anúncio de uma data aumente a especulação.

Segundo os sindicalistas, não foi mencionado durante a reunião como serão feitas as mudanças, mas o objetivo é diferenciar “pequenos poupadores dos especuladores”.

“O ministro disse que vai criar dificuldades para que os grandes investidores não se aproveitem das facilidades da poupança”, disse o presidente da UGT, Canindé Pegado.

“O alvo agora é diferenciar especuladores de poupadores”, descreveu o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jaci Afonso.

“O poupador brasileiro não será afetado na condição histórica de poupador”, completou o presidente da Força Sindical. Paulo Pereira.

Participaram da reunião os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento Econômico, Miguel Jorge, e da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, além de representantes dos bancos públicos.

Durante a reunião, as centrais cobraram medidas para evitar demissões provocadas pela crise econômica mundial.

Segundo o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira, os setores de máquinas e carnes começam a enfrentar problemas mais sérios para manter empregos.

As centrais defendem desonerações para manter postos, mas o governo sinalizou com ampliação em crédito.

No setor de máquinas, Paulo Pereira afirmou que o governo estuda desonerações no caso dos equipamentos agrícolas.

Em todo o setor, já teriam sido demitidas 15 mil pessoas nos últimos cinco meses. Sem medidas, o número poderá chegar a 50 mil, nos cálculos da Força Sindical.

“O nosso problema não é setor de máquinas agrícolas só. Todo o setor está com problemas”, disse.

Para ampliar as possibilidades de desonerar o setor, Paulo Pereira pretende conversar também com os estados. São Paulo, por exemplo, concentra 40% do setor de máquinas do país.

“Metade dos impostos do setor de máquinas é do governo dos estados. No governo federal, não tem mais IPI, a não ser para algumas máquinas. [...] Para garantir empregos, precisaríamos reduzir em pelo menos 20% os impostos para o setor de bens de capital”, contabilizou.

Outros setores afetados seriam o do aço, da carne e da tecnologia da informação.

Com agências

Categorias: Crise financeira · sindicalismo · trabalhadores
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