Reverencio as mães, criaturas com uma força inexplicável, que ninguém sabe de onde vem.
Criaturas que não sabem o que é cansaço, dores e tristezas diante dos filhos.
Sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor.
Enfrentam dores que os demais humanos não suportam.
Mesmo quando choram doloridas e inconsoláveis a perda física, se erguem para cuidar dos demais diante dos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos.
Mães que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de enfrentar tudo e todos em defesa da prole.
Mães tantas vezes esquecidas de si mesmas.
Mães que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não ter um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar.
Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta de um filho.
Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação para tantos.
A todas as mães, a todas sem exceção, um abraço e um beijo cheios de simpatia e de ternura.
Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite!
E obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!
Mamãe, você é o centro do meu universo.