O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse em Caracas que o Brasil “está muito interessado” na entrada da Venezuela no Mercosul e que “o Senado deve aprová-la”.
A entrada da Venezuela no Mercosul continua pendente da aprovação do Senado federal, onde alguns senadores direitistas resistiram a isso ao alegar uma suposta conduta “antidemocrática” do presidente venezuelano, Hugo Chávez.
O protocolo que propõe o ingresso entrada definitivo da Venezuela no Mercosul foi assinado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai em meados de 2006, mas deve ser ratificado pelos Parlamentos de cada país para sua vigência plena, o que ainda não aconteceu nos legislativos brasileiro e paraguaio.
Amorim chegou à Venezuela para uma reunião de trabalho com o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, com quem preparará a agenda do encontro programado para o final de maio entre Chávez e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo um comunicado da Chancelaria venezuelana, Amorim e Maduro também analisarão “o progresso da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e da importância da Venezuela neste mecanismo de integração regional”.
Em seguida, os dois ministros visitarão o palácio presidencial de Miraflores, onde Chávez os receberá para falar sobre o “estado dos projetos e acordos entre os dois países e articular esforços para seu incentivo”, acrescentou a nota oficial venezuelana.
Os dois presidentes fecharam acordo para a realização de reuniões diretas trimestrais, iniciadas em 2007 para o acompanhamento dos acordos bilaterais e impulsionar a integração regional.
Chávez e Lula se reuniram em janeiro passado na Venezuela e agora está previsto que o façam novamente em 26 de maio no estado da Bahia.
Com agências
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