A eliminação de restrições norte-americanas para viagens a Cuba despertou alegria na segunda-feira (13) no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, que há anos testemunha desesperadas separações de parentes — tornadas ainda mais rigorosas durante o governo de George W. Bush nos EUA.
A Casa Branca suspendeu os limites de tempo e de frequência para viagens de reunião familiar.
Caíram também as restrições quanto ao envio de remessas financeiras para quem vive nos EUA e tem parentes na ilha (antes, o limite era de 1.200 dólares por semana).
Dezenas de voos fretados unem semanalmente EUA a Cuba.
Mas, durante o governo Bush, os cubano-americanos só podiam fazer a viagem uma vez a cada três anos.
Em março, Obama reduziu o prazo para um ano, e agora o eliminou, cumprindo uma das suas promessas eleitorais.
A decisão ocorre a poucos dias de uma cúpula das Américas, nas quais vários líderes latino-americanos prometem pressionar os EUA a eliminar o embargo comercial contra Cuba, em vigor há 47 anos.
Washington afirma que só vai abandonar totalmente as sanções quando a ilha se “democratizar”, mas em ambos os lados do estreito da Flórida existe a esperança de que as medidas ora anunciadas contribuam para a futura normalização das relações.
Obama também determinou ao seu governo que estude a possibilidade de estabelecer voos regulares para Cuba.
Com agências
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