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Para PC da Rússia, crise cria situação revolucionária

30/03/2009 · Deixe um comentário

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Guennadi Ziuganov, principal dirigente do Partido Comunista da Federação da Rússia (PCFR), considerou que a crise financeira cria no país uma nova situação revolucionária e defendeu que os comunistas devem conquistar novas camadas da população.

 

“Forma-se uma nova situação revolucionária. Ela apenas amadurece, mas não há dúvida de que o vento da história sopra nas velas das forças de esquerda”, declarou o líder comunista num plenário dedicado à política do PCFR durante a crise.

 

Ziuganov constatou o aumento da atividade dos trabalhadores, provocada pela deterioração da situação econômica.

 

“As pessoas começam a perder as ilusões criadas durante oito anos de ‘chuva de ouro’”, frisou o dirigente comunista, tendo em conta o período em que a Rússia beneficiou dos altos preços do petróleo e gás nos mercados internacionais.

 

“Claro que seria infantilismo esperar um aumento forte e rápido da resistência. A classe trabalhadora está mal organizada e, em parte, a culpa disso é nossa. Pouco fizemos para organizar os trabalhadores para a luta pelos seus interesses”, disse Ziuganov.

 

“Devemos, juntamente com os sindicatos independentes, com os sovietes de operários e camponeses, alterar essa situação. O dia 4 de abril será um dia nacional de protestos. Depois vêm os dias 1º e 9 de maio. São festas nossas e devemos aumentar a pressão sobre o poder”, defendeu.

 

Guennadi Ziuganov lembrou que o Kremlin de não permitir o acesso dos comunistas à televisão.

 

“Não podemos esperar que nos deixem aparecer na televisão. Claro que lutamos energicamente por esse direito e o poder já prometeu alguma coisa, mas seria precipitado acreditar nele”, declarou.

 

O dirigente comunista defendeu a aposta nos “novos órgãos de informação, incluindo a Internet”, bem como a conquista do apoio dos militares “que brevemente serão despedidos devido à redução das Forças Armadas”, das acamadas médias e do “proletariado dos escritórios”.

 

Os comunistas russos convocaram para 4 de abril uma manifestação contra o governo.

 

Ziuganov disse que o desemprego cresce, que cada vez mais empresas fecham e que “a paciência do povo tem limite”.

 

Na opinião dele, o fato de as autoridades recorrerem às forças de segurança para combater a oposição demonstra sua “falta de segurança”.

 

Ele que todos de esquerda se unam aos protestos e ajudem a “formar uma ampla frente de ação para mudar o curso político, econômico e social do país”.

 

Especificamente, pediu a renúncia dos ministros da Defesa, Anatoli Serdiukov, por considerá-lo incapaz de modernizar as Forças Armadas, e lembrou que “os militares estão muito descontentes com suas reformas”.

 

Sobre o ministro das Finanças, o liberal Alexei Kudrin, Ziuganov disse que ele é responsável por de acabar com a indústria transformadora e a agricultura.

 

Como medidas programáticas, o líder comunista propôs a nacionalização das indústrias estratégicas e dos setores mais afetados pela atual crise financeira.

 

Além disso, sugeriu obrigar as famílias com mais de US$ 3 milhões em ativos que compre títulos do Estado para apoiar a economia nacional.

 

Com agências

 

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