
Em um jogo péssimo, entre Corinthians e Santos, o juiz e a violência da Polícia Militar (PM) contra a torcida santista (confinada em um cubículo no Pacaembu) — é sempre assim quando o Santos joga contra os times de São Paulo na capital — foram as principais notícias.
O Santos foi derrotado por 1 a 0 — um gol meramente circunstancial do time de Parque São Jorge aos 15 minutos do primeiro tempo.
Um longo lançamento do bom meia Duglas do Corinthians pegou o atacante Dentinho bem posicionado na área — em contraste com o péssimo posicionamento do zagueiro santista Fabiano Eller.
O Santos, tecnicamente muito superior ao Corinthians, mais uma vez entrou apático em campo.
O técnico Wagner Mancini pôs três atacantes e o Corinthians se limitou a marcar.
O juiz, Rodrigo Cintra, logo no início mostrou que estava disposto a aparecer — em 30 minutos, distribuiu três cartões amarelos ao time santista.
Um deles para o goleiro Fábio Costa, que, mesmo com o seu time perdendo, foi acusado pelo juiz de retardar a reposição da bola.
Na verdade, os gandulas, corinthianos, é quem estavam retendo a bola.
O Santos manteve o domínio, apesar da apatia.
Segundo a TV Globo, o time da Vila Belmiro teve 52% da posse da bola, contra 48% do Corinthians.
Wagner Mancini voltou para o segundo tempo com a mesma formação ofensiva e aí o jogo virou ataque contra defesa.
E foi assim até o final, com a torcida corinthiana de boca aberta e em silêncio torcendo para o relógio andar.
O erro grave do técnico santista foi tirar o craque Neymar, que, num lance, poderia ter mudado a história do jogo.
No final, o Santos jogou a toalha.
E apareceu o juiz, discutindo com o técnico do Corinthians, Mano Menezes, que acabou expulso.
O Ronaldo parecia que tinha almoçado sopa de bigorna.
O Dentinho é um artista — o tempo todo caíu, rolou, reclamou e jogou uma bolinha de nada.
O Santos foi um time com a defesa, o meio e o ataque desconectados.
E uma apatia inexplicável.
Um pouco mais de força de vontade, com a superioridade técnica, teria ganhado o jogo fácil, fácil.
Aliás, o Santos tem, como revela o Globo Esporte, nos últimos 19 clássicos entre as duas equipes, uma ampla vantagem — o time da Vila Belmiro venceu 13, enquanto o do Parque São Jorge só três.
Houve três empates.