Após cerca de quatro horas de negociações, mediadas pelo Ministério Público do Trabalho, empresários e trabalhadores do setor da construção civil não chegaram a um acordo sobre as reivindicações da categoria.
Com isso, a greve do setor, que começou no último dia 12, continua em todo Estado.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira na Bahia (Sintracom-BA), cerca de 100 mil trabalhadores da construção civil cruzaram os braços, sendo 40 mil na Região Metropolitana de Salvador.
Entre as reivindicações dos trabalhadores estão o reajuste salarial, o aumento do valor da cesta básica, a equiparação do salário na capital com o interior e a redução do período do contrato de experiência para o empregado.
A greve dos operários já dura uma semana e deve seguir até a próxima terça-feira (24).
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracom), Raimundo Brito, a proposta dos mediadores, de aumento de 12% para ajudantes, 11% para ajudantes práticos e 8% para demais trabalhadores é já havia apresentada e negada pela categoria anteriormente.
O patronato oferece um reajuste salarial de 10% para ajudante comum e 6% para trabalhador qualificado. Já os trabalhadores exigem reajuste unificado de 13%, com piso salarial de R$494,94, para ajudante comum; de R$531,10 para ajudante prático e R$866,37 para operário qualificado; além de cesta básica de R$115 e fim do contrato de experiência (que se estende por 90 dias).
O presidente do Sindicato dos Donos de Construção (Sinducon), Vicente Matos, afirmou que os patrões vão discutir as pautas de reivindicações em assembleias programadas para esta semana. As duas partes voltam a se encontrar no MP na terça (24), às 10h, para tentar chegar a um acordo.
As informações são do A Tarde e do Correio